CDB ou Tesouro Direto: qual é o melhor investimento em tempos de inflação em alta?

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Foto: cdb-ou-tesouro-direto

Em tempos de renda fixa em alta por conta do aumento da taxa Selic, a renda fixa tem voltado a ficar atrativa. Mas CDB ou Tesouro Direto: o que vale mais a pena para incluir na carteira?

Independentemente da sua escolha – CDB ou Tesouro Direto – saiba que hoje é possível encontrar opções prefixadas, atreladas à inflação ou ao CDI/Selic. Com a alta da inflação, os bancos aumentaram a oferta de CDBs de IPCA.

Primeiramente, o artigo traz as características de cada aplicação. Posteriormente, mostramos calcular a rentabilidade dos CDBs e do Tesouro Direto. Assim, você mesmo terá condições de optar por um CDB ou Tesouro Direto.

CDB: Certificado de Depósito Interbancário

São títulos emitidos por bancos, no intuito de se capitalizar. Ou seja, o objetivo é conseguir recursos para financiar suas atividades de crédito.

Portanto, trata-se de um empréstimo “ao contrário”. Nele, você quem empresta dinheiro ao banco em troca de uma rentabilidade diária (CDI).

Destacamos três classes de CDB: prefixado, pós-fixado e os que pagam juros mais um índice de inflação.

No primeiro caso, o investidor acerta com o banco uma taxa predefinida e, durante o período acordado, recebe a remuneração combinada anteriormente.

Existem também os CDBs cuja remuneração varia de acordo com um índice de inflação (IPCA, na maioria dos casos) e uma taxa de juros prefixada.

Neste caso, o investidor pode ganhar, por exemplo, IPCA + 5% ao ano de acordo com ofertas atuais encontradas no mercado. Atualmente, são as aplicações mais populares.

No passado, os mais ofertados eram os CDBs pós-fixados. Neste caso, a rentabilidade do investimento é atrelada à uma taxa de referência.

A principal delas é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que normalmente é muito próximo da Selic (taxa básica de juros).

Logo, ao contratar um CDB pós-fixado, você terá uma rentabilidade muito próxima da Selic.

Lembrando que o percentual do CDI não é fixo, podendo variar de banco para banco, vinculado normalmente ao valor investido e prazo de resgate.

Importante salientar também que esta aplicação é chancelada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O fundo cobre até R$ 250 mil por instituição bancária, limitado a R$ 1 milhão por investidor.

Tesouro Direto

Tesouro Direto é o nome do programa criado pelo Tesouro Nacional que possibilita a venda de títulos públicos às pessoas físicas.

Anteriormente, os títulos públicos só eram “acessíveis” ao investidor, na forma de Fundos de Renda Fixa.

Com aplicações a partir de R$ 35, os investimentos em Tesouro Direto costumam ser o “debute” para boa parte dos investidores brasileiros.

Logo, quando você ouvir falar em Tesouro Direto pode associar aos títulos públicos.

Portanto, sempre que você compra um título público via Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao governo (Tesouro Nacional). Ou seja, você adquire um título de dívida e, em troca, recebe uma remuneração futura.

Detalhe importante: muita gente pensa (certamente em virtude dos escândalos de corrupção) que existe algum risco em se emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional.

É importante reforçar que o governo brasileiro é considerado o melhor devedor do país, tornando os títulos públicos ou o investimento no Tesouro Direto o investimento mais seguro entre todos.

Taxas do mercado

Checamos no mercado como andam as rentabilidades. Na data desta publicação, CDBs oferecidos nas plataformas Yubb e App Renda Fixa pagavam IPCA mais 5,75% para vencimento em 2026.

Ao mesmo tempo, o Tesouro Direto oferece o Tesouro IPCA a inflação mais 3,75%. Vale ressaltar, o vencimento é também em 2026.

Então, qual vale mais a pena: CDB ou Tesouro Direto? A resposta é depende e passa por outras questões além de rentabilidade:

  • risco: o Tesouro Direto é associado ao risco zero. É a aplicação mais segura do país
  • liquidez: CDBs costumam ter liquidez no vencimento. Ou seja, somente na data futura você poderá sacar os recursos.

Taxas

Antes de optar por um investimento ou outro, fique atento às taxas cobradas.

Tesouro Direto

Taxa de Custódia

Cobrada pela CBLC, órgão ligado a Bolsa B3 (antiga Bovespa) corresponde a 0,25% ao ano sobre o valor investido acima de R$ 10 mil.

Desta forma, mesmo que o investidor tenha um saldo em Tesouro Selic hoje de R$ 10.100, a taxa de custódia somente será calculada sobre R$ 100.

É provisionada diariamente, e cobrada semestralmente no primeiro dia útil de janeiro e julho respectivamente, em casos onde a dívida for superior a R$ 10.

Por ser provisionada diariamente, você paga proporcional se mantiver os títulos por menos de seis meses.

Taxa de Administração

A taxa de administração pode ser cobrada pela instituição financeira onde você decide comprar seus títulos públicos.

A maior parte das corretoras de valores está isenta esta taxa. No entanto, alguns bancos cobram até 0,5% ao ano. Fique ligado!

CDB

Já em relação aos CDBs, não existem quaisquer taxas atreladas.

Tributação

Quando o assunto é IR, a tributação funciona da mesma forma, no CDB ou Tesouro Direto:

  • Resgate em menos de 6 meses – 22,5% sobre o lucro
  • Resgate entre 6 meses e 1 ano – 20% sobre o lucro
  • Resgate entre 1 ano e 2 anos – 17,5% sobre o lucro
  • Resgate em mais de 2 anos – 15% sobre o lucro

Qual tem o melhor rendimento? CDB ou Tesouro Direto?

Para verificar a rentabilidade atual do CDB ou Tesouro Direto, te convido a conversar com uma assessor de investimento.

Atualmente, nossa taxa básica de juros está em 4,25%. Com isso, surgem opções atrativas para o investidor que quer manter parte da carteira em renda fixa.

Então, preencha o formulário abaixo para conhecer mais as aplicações.