CCR (CCRO3): BH Airport fecha acordo com Anac por dívidas de contribuições fixas

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação

A CCR (CCRO3) comunica que a controlada Concessionária do Aeroporto Internacional de Confins, a BH Airport, fechou acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O acordo inclui a reprogramação dos pagamentos das contribuições fixas.

Como resultado dessa reprogramação, o valor da parcela da contribuição fixa devida em 18 de dezembro de 2020 teve uma redução de 50% e passou a ser de R$ 42,6 milhões.

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O saldo remanescente da contribuição fixa originalmente devida em 18 de dezembro de 2020 será distribuído nas contribuições fixas a serem pagas entre 2038 a 2043.

O aditivo contemplou, ainda, a postergação das datas de vencimento das contribuições fixas de 2021 a 2025, que passaram, segundo a CCR, de 7 de maio para 18 de dezembro de cada ano.

Prejuízos causados pela pandemia

As contribuições fixa e variável devidas em 18 de dezembro de 2020, pela BH Airport, foram abatidas do crédito gerado pelo reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, no valor R$ 111,1 milhões.

O acordo tem como base decisão da diretoria colegiada da Anac  de 25 de novembro de 2020, diante dos prejuízos causados pela pandemia da pandemia de Covid-19.

O saldo restante desse crédito deverá ser descontado das contribuições fixa e variável devidas em2021, diz a CCR.

“A assinatura do aditivo ao contrato de concessão representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico do Grupo CCR, que visa o seu crescimento qualificado e agregar valor aos seus acionistas”, conclui a empresa.

Simpar (SIMH3): CS Brasil vence licitação

Controlada da Simpar (SIMH3), a CS Brasil venceu licitação em dois terminais portuários na Bahia.

A licitação diz respeito à concessão para prestação de serviços de movimentação (desembarque e embarque) e armazenagem em terminais portuários no Complexo Portuário de Aratu, localizados no município de Candeias-BA, denominados ATU-12 e ATU-18.

“O terminal portuário ATU-12 movimenta e armazena fertilizantes, concentrado de cobre e manganês, entre outros, com potencial para incremento adicional de minério de ferro”, diz a Simpar.

O terminal portuário ATU-18 movimentará e armazenará grãos e farelo de soja.

O prazo das concessões é de 25 anos e 15 anos, respectivamente, com possibilidade de prorrogação contratual até 2091.

Outorgas

Os valores de outorgas para ATU-12 e ATU-18 foram de R$ 10 milhões e R$ 52,5 milhões, respectivamente, num total de R$ 62,5 milhões,

Esses valores, segundo a empresa, serão desembolsados 25% na assinatura do contrato e o restante igualmente dividido em parcelas anuais de 15% até 2026.

O Capex anual estimado, que inclui ambos os projetos, é de R$95 milhões entre 2021 e 2023, restando R$ 85 milhões até 2031.

“A expertise das empresas do grupo Simpar na operação de portos privados será de grande valia para que se atinja a eficiência e o retorno mínimo esperado para os projetos (TIR, taxa de interna real, mínima alavancada de 13% para ambos os terminais)”, comenta a companhia.

“Esses retornos não consideram as sinergias entre os terminais, que se localizam em áreas contíguas”, complementa.

A CS Brasil, nos últimos anos, tem investido majoritariamente em Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), em contratos de até 60 meses, para empresas de capital misto ou controladas diretamente pelo setor público, lenbra a Simpar.

“Assim como tem operado também desde sua fundação em atividades de transporte de passageiros e coleta de resíduos, sendo que este ano iniciou a mais recente operação com base em concessões, o BRT Sorocaba (Bus Rapid Transit), com prazo de 20 anos”, informa.

“Dessa forma, a conquista dos terminais de ATU-12 e ATU-18 contribuirá para a extensão dos prazos do portfólio de contratos, assim como a contínua melhoria dos retornos apresentada pela CS Brasil nos últimos anos.”

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