CCR (CCRO3) assina contrato de concessão da BR-101, em SC

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Divulgação / Grupo CCR

A CCR (CCRO3) comunicou nesta segunda-feira (6) que a ViaCosteira, controlada direta da CCR, e a União Federal, assinaram contrato de concessão para exploração do sistema rodoviário da Rodovia BR-101/SC.

O acordo teve aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O trecho da rodovia fica entre Paulo Lopes (km 244+680), a 70 quilômetros ao sul de Florianópolis, e a divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (km 465+100).

O trecho tem 220,42 quilômetros de extensão. São quatro praças de pedágio.

Prazo de 30 anos

O contrato inclui a prestação do serviço público de recuperação, operação, manutenção, monitoração, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade.

A concessão terá prazo de 30 anos.

“A assinatura do contrato de concessão representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico da CCR, que visa oagregar valor aos acionistas e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das regiões onde atuamos”, defende a companhia.

Proposta da CCR para os pedágios

O critério para licitação era o menor valor da tarifa de pedágio.

Assim, a proposta da CCR foi de R$ 1,97 como tarifa de pedágio e venceu a concorrência.

Para 2021, considera-se o tráfego pedagiado, a partir da abertura das quatro praças de cobrança.

A previsão é que haja uma praça de pedágio em Laguna, em Tubarão, em Araranguá e em São João do Sul. Todas com abertura programada para julho de 2021.

A nova CCR Via Costeira, que nasce do trecho catarinense, se liga à CCR Via Sul, já no Rio Grande do Sul, administrada desde 11 de janeiro de 2019.

Principais indicadores

A CCR embasou sua proposta levando em conta o volume de veículos equivalentes em 37,1 milhões em 2021 e 77,5 milhões em 2022.

A receita líquida, sem a receita de construção, em R$ 68 milhões em 2021 e R$ 142 milhões em 2022.

O EBITDA em 2021 é de R$ 18 milhões e o de 2022, de R$ 75 milhões, com margem de 26% e 35%, respectivamente.