CCP (CCPR3) lucra 101% a mais no balanço do primeiro trimestre

Felipe Alves
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A CCP (CCPR3) teve um lucro 101,3% superior no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Dessa forma, a empresa saltou de um lucro líquido de R$ 17,8 milhões para R$ 35,8 milhões.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 90,9 milhões no primeiro trimestre. Foi uma alta de 17,7% comparado ao mesmo trimestre de 2019.

A margem Ebitda ajustada da CCP, excluindo as operações da Park Place, teve crescimento de 1,3 ponto percentual, somando 79,9%.

A receita líquida da empresa subiu de R$ 112,3 milhões (1ºTRI2019) para R$ 129,9 milhões (1ºTRI2020). Em percentual o aumento foi de 15,7%.

O NOI (Receita Operacional Líquida) da CCP também subiu. Saltou de R$ 83,7 milhões (1ºTRI2019) para R$ 100,7 milhões (1ºTRI2020).

Já o FFO Ajustado (Funds From Operations) aumentou de R$ 30,9 milhões para R$ 54,4 milhões. Um crescimento de 75,9%.

A ocupação física dos imóveis da CCP teve uma leve queda de 0,8% – caiu de 92,2% para 91,4%. Enquanto que o portfólio sob gestão da empresa cresceu de 412,3 mil m² para 454,7% mil m².

 

CCP avalia impactos da crise

Apesar do crescimento nos diferentes indicadores, a crise do coronavírus também impactou a CCP. Segundo a empresa, o segmento de edifícios corporativos foi o menos afetado e o nível de inadimplência permanece estável igual ao período pré-crise.

Na avaliação da CCP, o segmento de serviços teve um “impacto moderado” e foi afetado tanto em receitas de serviços como o percentual do NOI quanto o estacionamento. A companhia alerta que o maior impacto deverá vir nos resultados do 2ºTRI2020.

Com a crise em todo o país e milhares de negócios fechados, os shoppings centers da CCP foram os mais afetados. Segundo a empresa, seja pelas vendas, pela perda de receita dos estacionamentos ou pelos aluguéis postergados, este foi setor que mais sentiu os impactos da crise.

O caixa da CPP está em R$ 828 milhões – um número robusto, na avaliação da empresa. As obrigações com amortizações somam R$ 198 milhões até o final de 2021.