Castello Branco diz que Petrobras (PETR3) vende refinarias neste ano

Omar Salles
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Crédito: Agência Petrobras - Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco

O presidente da Petrobras (PETR3 e PETR4), Roberto Castello Branco, disse hoje que a estatal prosseguirá com o seu plano de desinvestimentos e venderá oito refinarias até o final deste ano. Castello Branco afirmou que o negócio será concluído em 2021.

“Assinaremos os acordos de compra e venda ainda em 2020 e concluiremos a operação em 2021”, falou em coletiva à imprensa na sede da estatal no Rio de janeiro.

A Petrobras venderá as oito refinarias que ficam fora do eixo Rio-São Paulo e manterá as três unidades que possui no interior paulista, Baixada Santista e no Rio de janeiro. Serão vendidas as refinarias no Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

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Outro objetivo, disse, é vender a participação da Petrobras na petroquímica Braskem  (BRKM5) até o final de 2020, mas neste caso a operação é mais complexa porque a sócia da estatal na empresa, a Odebrecht, continua em recuperação judicial.

“Estamos tratando do caso com a Odebrecht. Por enquanto não existem novidades, mas trabalhamos com esse horizonte do final de 2020”, afirmou, referindo-se à petroquímica.

Segundo ele, a Petrobras levantou R$ 16,3 bilhões com os desinvestimentos em 2019, mas também investiu R$ 10,7 bilhões. “Não estamos liquidando a empresa. Estamos investindo em ativos de melhor qualidade de entregando resultados aos acionistas e à sociedade”, afirmou.

Castello Branco também disse que em 2018 a estatal petrolífera perdeu US$ 6 bilhões na atividade de refino. Segundo ele, uma perda dessas é “inaceitável” para os acionistas, para o governo e para a sociedade. Ele falou no contexto da abertura do mercado de refino de petróleo e de gás natural do Brasil.

“Até recentemente, a Petrobras não gerava valor. Em 2018 a empresa perdeu US$ 6 bilhões em refino. Isto é inaceitável e começou a mudar”, afirmou, acrescentando que além do refino será aberto também o mercado do gás natural.

“Até a China abriu o mercado do gás natural. Hoje o caminhoneiro chinês dirige caminhão movido a gás, custa menos e polui menos. Por que o caminhoneiro brasileiro não pode abastecer o caminhão com o gás natural?”, questionou.

Castello Branco diz que muitas empresas nacionais e estrangeiras querem entrar tanto no mercado do refino como no do gás natural. “A competição é o estímulo para isto tudo. A Petrobras venceu muitos desafios ao longo da sua história e com certeza vencerá este também da competição”, afirmou.  “Estamos fortemente comprometidos com a geração de valor para o acionista”, disse.