Casa Branca quer proibir publicação de livro de ex-assessor de Trump

Victor Meira
Com formação em Ciências Sociais e Jornalismo, experiência em redação nas editorias de esportes, empregos, concursos, economia e política.

Crédito: Créditos: Getty Images

Na última quarta-feira (29), diversos jornais dos EUA tiveram acesso a uma carta que avisa que o governo americano deseja proibir a publicação do livro de John Bolton por conter informações confidenciais. Vale lembrar que John Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional, escreveu um livro sobre memórias dos tempos que trabalhava ao lado do presidente Donald Trump.

Um diretor da Casa Branca relata na carta obtida pela imprensa que o livro de Bolton “pode causar graves danos à segurança nacional”. Além disso, o governo argumenta que o ex-assessor assinou um documento que impede a revelação de informações seguras do Estado americano.

“O texto não pode ser revelado ou publicado sem que seja apagada a informação classificada” trecho retirado da carta.

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Saiba mais sobre as possíveis consequências do livro do Bolton

De acordo com o jornal The New York Times, o livro do Bolton revela casos que podem ser utilizados no julgamento do processo de impeachment de Trump. Senadores democratas pressionam para que o ex-assessor seja convocado como testemunha em virtude dele possuir informações privilegiadas.

Para o Times, o livro relata que Donald Trump disse ao Bolton que queria congelar ajudas financeiras para área de segurança da Ucrânia até que autoridades do país europeu ajudassem em investigações para rivais políticos do atual presidente republicano – políticos democratas como a família Biden. Joe Biden é pré-candidato à presidência dos EUA nas eleições deste ano.

Trump sofre processo de impeachment sob acusação de abuso de poder ao pedir ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que investigasse os Biden.