A um ano das eleições, saiba quais as melhores estratégias de investimento

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Pixabay

O período que antecede as eleições brasileiras, tradicionalmente, é marcado por volatilidade no mercado. Nesse contexto, uma das dúvidas dos investidores é: o que fazer com a carteira de investimentos?

Para agravar a natural oscilação da bolsa nesse período, ainda temos um cenário com inflação, desemprego e juros em alta e real desvalorizado. De acordo com o BTG Pactual (BPAC11), as projeções mais recentes apontam para uma Selic de 9,5% para o final de 2022.

Além disso, as expectativas para a inflação permanecem pessimistas. Isso por causa da persistência dos altos preços dos serviços, bens industriais e itens básicos como alimentação, energia e combustíveis.

Por sua vez, o dólar deverá se manter ainda mais alto no próximo ano. De acordo com o BTG, a perspectiva é de dólar a R$ 5,40 para o final de 2022, contra R$ 5,30 em dezembro deste ano. Essa projeção se deve, principalmente, ao cenário externo mais adverso e à incerteza fiscal brasileira.

O que fazer com a carteira de investimentos nesse período?

Com o aumento da volatilidade esperado para os próximos meses, o que fazer com a carteira de ações para não perder dinheiro? A seguir, confira as orientações de Elias Wiggers, assessor e sócio daEQI Investimentos.

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Estresse eleitoral

Para o sócio da EQI, no segundo semestre de 2022 deve ocorrer um estresse eleitoral bem mais acentuado. No entanto, o mercado começará a precificar os ativos bem antes. A expectativa é de que isso ocorra assim que as primeiras pesquisas começarem a ser divulgadas, já no início do ano.

Como os preços continuarão em alta, a expectativa é de que a Selic também suba, para controlar a inflação. Com juros mais altos, espera-se que 2022 seja um ano no qual a renda fixa estará mais pujante.

Para Elias, “as pessoas estarão mais comedidas para tomar risco. Por isso, o crescimento da renda variável deve ser mais moderado. Não acreditamos que a bolsa vá despencar, mas haverá muita volatilidade, e muitos não têm tolerância a frequentes oscilações. Por sua vez, a renda fixa é o dinheiro da garantia”.

E o que fazer para não perder dinheiro?

Em momentos de volatilidade acentuada, Wiggers aconselha concentrar, no mínimo, 50% das aplicações em renda fixa.

Atualmente, com a inflação e os juros em alta, o ideal é optar por títulos atrelados à inflação ou juros prefixados. Segundo Elias, os juros futuros já estão bem estressados, precificando a Selic mais alta lá na frente.

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Por isso, levando-se em consideração a instabilidade e o ano eleitoral, deve se sair melhor quem optar por aproveitar as oportunidades da renda fixa. Para o assessor, mesmo o cliente mais arrojado deveria ter, no mínimo, 50% em renda fixa para o ano de 2022. Já no caso dos mais conservadores, a exposição à renda variável não deve ultrapassar 10% da carteira.

Foco em ações de empresas sólidas

Além disso, a escolha da carteira de ações deve contemplar empresas sólidas, de segmentos bem consolidados. Segundo Wiggers, “não é um ano para grandes apostas, e sim para mais cautela mesmo. Pensar em boas pagadoras de dividendos, olhar para o longo prazo pensando em ser sócio de uma companhia e não ficar tentando antecipar tendências, tanto de mercado quanto de gráficos”.

Para o assessor, em 2022 será muito difícil fazer previsões para aproveitar preço. Mesmo que os preços caiam, poderão estar ainda mais baixos dali a alguns meses. Nesse sentido, há muitas outras variáveis que poderão influenciar os valores e que ainda são incertas hoje.

Por isso, 2022 não será um ano para se fazer grandes apostas. Ao contrário, a estratégia para o próximo ano deverá ter foco nas oportunidades que estão surgindo na renda fixa. Em especial, nos títulos atrelados à inflação e juros prefixados, que já estão precificando a Selic mais alta nos próximos 18 meses.

Em relação à carteira de ações, o momento é para atuar com cautela e menor exposição, pensando na consolidação dos resultados no longo prazo.

Se você quiser saber mais sobre como conduzir os investimentos em períodos de volatilidade, preencha o formulário para que um assessor da EQI Investimentos possa lhe contatar!

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