Carro NÃO é um investimento! Entenda

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

Ter um carro pode significar muitas coisas como liberdade, praticidade ou mesmo mais conforto para os trajetos do dia a dia, mas de uma coisa eu tenho certeza: carro não é um investimento!

Apesar disso, muitas pessoas ainda entendem a compra de um carro, seja ele zero quilômetro ou usado, como uma forma de se investir, afinal, podem vender o carro no futuro e ganhar algum dinheiro.

Pois bem, amigos… sinto informar que isso não é bem assim.

Existem pessoas que compram um carro ou mesmo trocam o seu veículo apenas porque encontraram condições favoráveis no mercado. Um crédito “fácil”.

Dessa forma, além do novo possante, acabam levando para casa uma pequena bíblia na forma de carnê.

Já fez isso alguma vez na vida ou já pensou em fazer? Então continue a leitura e entenda de uma vez por todas por que carro não é investimento.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By arthurhidden.

Por que o carro não pode ser considerado um investimento

Para responder essa pergunta, primeiro é necessário entender o que é um investimento.

Investimento é algo em que você coloca o seu dinheiro com a expectativa de obter lucro no final.

Esse lucro pode vir dos juros de alguma aplicação ou mesmo de negociações de compra e venda de ativos, como ações.

Bens imóveis também podem ser considerados um tipo de investimento, pois ao comprar uma casa por R$ 300 mil e vender por R$ 310 mil, você acabou obtendo algum lucro nessa negociação.

Um veículo é algo que não te traz lucro, mas sim custos. Assim, podemos perceber até aqui que o carro não é um investimento.

Pode ser que você use o carro para trabalhar e, portanto, faça dinheiro com ele. Nesse caso, o carro não é considerado um investimento, mas sim um ativo.

Os principais problemas que envolvem os carros no Brasil estão relacionados ao alto custo de se manter esse veículo.

Mesmo que você o deixe quietinho na garagem, ainda assim perceberá que o custo para o manter será alto no final do mês.

Além dos custos com a compra do veículo, combustível e manutenção são coisas que irão te acompanhar ao longo de toda a vida útil desse carro. Mas há diversos outros custos que precisam ser considerados.

Vamos nos concentrar, inicialmente, na compra do carro.

Se você tem o dinheiro para comprar o veículo à vista na concessionária, ótimo! Aproveite para barganhar um pouco e conseguir algum desconto, pois você tem esse poder de negociação em suas mãos.

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Logo, antes de comprar um carro, primeiramente você deve pesquisar sobre os custos de manutenção e sobre possíveis problemas crônicos do modelo, pois, caso contrário, poderá ter uma péssima surpresa ao receber a conta do mecânico.

Por fim, vale destacar que os preços dos seguros no Brasil também não são nada baratos. No entanto, se você possui um carro, o melhor é ter um seguro, mesmo que você nunca precise utilizá-lo.

Todos esses custos são apenas para manter o seu veículo e poder rodar com tranquilidade. Contudo, falta considerar um dos principais custos que acabam frustrando as intenções de quem deseja investir em carro: a depreciação.

Estudos mostram que um carro perde, em média, entre 15% a 20% do seu valor do mercado apenas por ter saído da concessionária.

Dessa forma, se você compra um carro novo e paga por ele R$ 50 mil, caso desista e queira vendê-lo assim que chegar em casa, não conseguirá mais do que R$ 42.500,00 por ele.

Além disso, conforme você vai utilizando o carro no dia a dia, a depreciação só aumenta e pode chegar a quase metade do preço do veículo em poucos anos.

Então o melhor é não ter um carro?

O meu objetivo não é te convencer a não ter um carro. Pelo contrário, o que eu quero é abrir os seus olhos para a realidade e evitar que você caia em armadilhas.

É claro que comprar um carro pode significar uma conquista na vida de muitas pessoas. Afinal, com um transporte público precário na maioria das cidades, o carro é uma forma fantástica de se locomover pela cidade com mais conforto.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By nd3000.

No entanto, as pessoas precisam deixar de lado aquela ideia de que estão investindo ao comprar um carro, pois, na realidade, não estão.

Se você está planejando comprar um carro por agora, primeiro analise: você tem o dinheiro para comprá-lo à vista? Se sim, então você ainda precisará verificar se os custos de manutenção desse carro são compatíveis com o seu bolso.

Caso você não vá se apertar para manter o carro e realmente precise dele no dia a dia, então vá em frente e realize o seu sonho.

Se não, então é preciso ter cuidado, pois as concessionárias estão cheias de “grandes oportunidades” para você sair de carro novo, mas isso pode ser uma tremenda armadilha.

O crédito fácil é um dos maiores vilões das suas finanças, pois mexe justamente com o imediatismo das pessoas.

Assim, mesmo que você não tenha o dinheiro para comprar o carro à vista, um financiamento de quatro ou cinco anos pode resolver o seu problema, não é mesmo?

Afinal, ter o carro agora e ir pagando “suaves” prestações é melhor do que juntar o dinheiro e comprar à vista…

Não mesmo!

Algumas pessoas se esquecem que aquela prestação, por menor que seja, faz parte de algo maior que é o custo de ter um carro. Logo, o que era apenas um pouquinho de dinheiro para pagar a prestação pode se tornar uma bola de neve se somada aos demais custos envolvidos.

Fuja do financiamento

O financiamento é a forma mais simples de conseguir algo sem ter o dinheiro para pagar à vista.

Os bancos sabem que a maioria das pessoas não têm disciplina para juntar dinheiro e oferecem condições facilitadas de financiamento para que elas possam realizar os seus desejos mais rapidamente.

No entanto, o financiamento pode ser um dos seus maiores pesadelos, principalmente se você comprou algo por impulso.

Digo isso, pois, pagar quatro ou cinco anos de prestações não é nada bom.

Nos primeiros meses tudo pode parecer tranquilo, mas será que isso continuará assim até o final das prestações?

Nossa vida está sujeita a mudanças, assim, pode ser que você perca o emprego ou tenha alguma despesa inesperada que acabe por te impedir de pagar as prestações em algum momento.

E sabe o que acontece com quem deixa de pagar as prestações do carro? Bem, além de ficar com o nome inscrito nos cadastros de inadimplentes, o banco ainda toma o veículo de volta.

Então, antes de fazer um financiamento, considere outras formas de conseguir o dinheiro para comprar o carro à vista.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By nd3000.

Uma das maneiras mais simples é investindo o seu dinheiro todo mês em uma aplicação que tenha bons rendimentos, pois, assim, você conseguirá comprar o carro que deseja mais rápido e sem prestações.

Nesse ponto, a EuQueroInvestir pode te ajudar. Faça um teste de perfil de investidor e descubra quais são as aplicações que mais combinam com o seu estilo.

Em seguida, entre em contato com um de nossos assessores para montar uma carteira de investimentos focada em seu objetivo.

Você vai perceber que, dessa forma, será muito mais simples arcar com os custos de se ter um carro e, ainda, guardar algum dinheiro para eventuais emergências.

Considerações finais

Ter um carro pode ser bom, mas os custos que ele traz consigo tornam inviável chamá-lo de investimento.

O carro pode ser utilizado para trabalho, mas ainda representará um custo na sua vida.

Assim, é importante que você considere tudo isso que abordei nos tópicos anteriores para evitar de cair na tentação de comprar um carro e não conseguir mantê-lo.

Investir pode ser a melhor maneira de juntar o dinheiro necessário para comprar o carro à vista e evitar as prestações.

Isso exige alguma disciplina, paciência e dedicação, mas eu posso te garantir que o resultado é recompensador.

Espero ter te ajudado a refletir melhor sobre o carro como investimento e que você possa tomar sempre as melhores decisões.

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

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