Carrefour (CRFB3) é alvo de protestos após assassinato de homem negro

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Carrefour

O Carrefour Brasil (CRFB3) vem sendo alvo de ataques após o assassinato por espancamento de um homem negro, em um supermercado da rede em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra.

Na loja onde João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte por seguranças, manifestantes danificaram carros de entrega da varejista, no estacionamento da loja.

Em São Paulo, o Carrefour da Rua Pamplona, perto da Avenida Paulista, foi alvo de manifestantes que atearam fogo em produtos, quebraram vidros e depredaram carros no estacionamento.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões dos Investimentos.

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No Rio Janeiro dezenas de manifestantes em busca de justiça também ocuparam uma loja na Barra da Tijuca.

Outros protestos aconteceram em lojas do Carrefour em cidades como Brasília e Belo Horizonte.

Posicionamento do Carrefour

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”, disse a Companhia em nota.

O presidente global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, informou que é necessária uma revisão completa das ações de treinamento, sobretudo no que diz respeito à segurança, diversidade e repúdio à intolerância.

Já o empresário Abílio Diniz, que é acionista e faz parte do conselho de administração do Carrefour, se manifestou pelo Twitter classificando a morte como “tragédia e uma enorme brutalidade”.

“Pedi à empresa que não meça esforços e trabalhe incansavelmente para que fatos trágicos como este jamais se repitam no Brasil. E mais, que o Carrefour se organize para ser um agente transformador na luta contra o racismo estrutural no Brasil e no mundo”, destacou Diniz.

Na manhã deste sábado (21) a varejista divulgou nota oficial onde declara que o dia 20 de novembro foi o mais triste da história do Carrefour.

A Companhia informou ainda que todo o resultado das vendas do dia 20 de novembro das lojas Carrefour Hipermercados será doado para entidades ligadas à luta pela consciência negra.

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