O Grupo Carrefour Brasil (CRFB3) lucrou de forma líquida e ajustada R$ 592 milhões no segundo trimestre de 2021, com queda de 16,8% na comparação com o mesmo período de 2020, quando R$ 712 milhões foram faturados.
A queda do lucro se deu mesmo com as vendas consolidadas crescendo 10,7% na base anual, chegando a R$ 19,5 bilhões.
“O desempenho se deu em meio a um ambiente volátil, com a pandemia da covid-19 impactando o segundo trimestre de 2021 com restrições variando em cada região do país, inflação alta (de 15,3% no setor de alimentação em domicílio em 12 meses) e uma base comparável difícil”, explicou a companhia no documento publicado após o fechamento do pregão desta terça-feira (27).
Principais números do balanço do Carrefour
Lucro líquido
- 2T21: R$ 592 milhões
- 2T20: R$ 712 milhões
Vendas brutas
- 2T21: R$ 19,5 bilhões
- 2T20: R$ 17,5 bilhões
Ebitda
- 2T21: R$ 1,3 bilhão
- 2T20: R$ 1,42 bilhão
Atacadão avança, varejo regride
O maior destaque do balanço do Carrefour vai para o Atacadão, que viu as vendas brutas avançarem 19,7% na base anual, para R$ 14,1 bilhões. O Banco Carrefour viu sua receita voltando ao território positivo, com um faturamento de R$ 11,8 bilhões.
Já nos supermercados de varejo, que levam o mesmo nome do grupo, as vendas brutas regrediram 7,3% no ano, para R$ 5,4 bilhões.
A companhia, por esses resultados, vem, justamente, dando preferencia ao seu braço de atacado. “A estratégia de expansão do Grupo Carrefour Brasil continuou e no 2T21 abrimos 19 lojas Atacadão”, explicou.
O Carrefour, teve, então, mais gastos em seu segundo trimestre de 2021. O EBITDA ajustado neste período foi de R$ 1,4 bilhão, queda de 3,6% na base anual, com a margem também regredindo 1,2 pontos percentuais, para 7,8%. D
Desempenho do braço de varejo do Carrefour pesa
“O Ebitda Ajustado do Carrefour varejo teve uma redução de 25,5%, por enfrentar uma base de comparação difícil e por estar sob pressão neste trimestre, especialmente no segmento não alimentar”, disse o Carrefour em documento.
Apesar disso, o lucro líquido foi impactado também por um aumento dos gastos em todas as frentes. No Atacadão os gastos com vendas e administrativos saíram de 7,6% das vendas para 8%. No varejo, de 17,3% para 18,4%.
Destaque, entre os gastos, também para o dispêndio com depreciação e amortização, que avançou 12,4%, para R$ 301 milhões.
Dívidas crescem com expansão do Atacadão
Além disso, o Grupo Carrefour viu também suas despesas com dívidas avançarem – a dívida líquida da companhia saiu de R$ 1,05 bilhão em junho passado para R$ 5,6 bilhões neste último.
Em parte, o avanço se deu por conta da compra de 29 lojas Makro, que estão sendo transformadas em lojas do Atacadão, o que também impulsionou o Capex. “O Capex total atingiu R$ 659 milhões, crescendo 104% na base anual, devido à aceleração da expansão do Atacadão, com 19 lojas novas, sendo 17 ex-Makro”, conta o documento.