Carnes devem continuar subindo até fevereiro, avalia FGV

Matheus Leal
Colaborador do Torcedores

Os preços das carnes devem continuar trazendo dor de cabeça para o consumidor pelo menos até fevereiro. A avaliação é do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), André Braz.

De acordo com a FGV, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de novembro teve alta de 0,85% em novembro. Esse número foi de 0,55% em outubro. Com o aumento de exportações para a China, a inflação das carnes ganhou destaque no Brasil e os preços dispararam.

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“As carnes poderão continuar subindo até lá pelo fim de janeiro, ou início de fevereiro, quando devem apresentar alguma desaceleração. Essas deficiências de mercado não se mantêm por muito tempo”, afirmou Braz.

Vale ressaltar que o aumento das exportações de carne bovina para a China deve-se à peste suína, que atingiu o rebanho chinês esse ano. Além de ser o maior produtor global, a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a desvalorização do real favorecem que os asiáticos comprem carne brasileira.

“Mesmo que as exportações se mantenham em alta, há um limite para esses aumentos de preços”, avaliou Braz, que também afirma que a desaceleração da inflação será vista rapidamente pelos consumidores.

A subida dos preços da carne, de acordo com o IPA-DI, foi de 5,18% em outubro para 13,7% em novembro. Alguns cortes chegaram a ter aumento de mais de 10%, caso da alcatra, por exemplo. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada no preço da carne é de 13,4%.

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