Inflação na China tem maior nível em oito anos puxada pela alta de 110% em um ano da carne suína

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

A inflação chinesa subiu 4,5% em novembro em comparação com o mesmo mês de 2018, segundo dados do Bureau Nacional de Estatísticas da China, divulgados hoje. Essa é a maior aceleração dos preços em oito anos, de acordo com a CNBC. No período, os preços ao produtor do país caíram 1,4%.

A explicação para a alta nos preços vem da demanda por carne, especialmente a de porco, que registrou uma elevação de 110% em novembro, ante igual mês do ano passado, como reflexo da febre suína africana, que desabasteceu o mercado chinês.

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Esse aumento, no entanto, não se manterá por muito tempo, segundo economistas entrevistados pela CNBC.

“A retomada da inflação de alimentos reverterá em breve. Há sinais de que a peste suína africana está agora sob controle”, afirmaram em nota Julian Evans-Pritchard e Martin Rasmussen, economistas da consultoria de economia Capital Economics da China.

Empréstimos

A alta da inflação pode ser uma má notícia para a economia chinesa, porque, além de afetar o consumo, pode sinalizar que as taxas de empréstimo do Banco Popular da China não sofrerão os cortes aguardados, como afirmou Stephen Innes, estrategista-chefe de mercado asiático da AxiTrader, à CNN. De acordo com a reportagem, Innes se refere à taxa de facilidade de empréstimos de médio prazo do banco central chinês aos bancos comerciais.

Enquanto isso, o mercado também aguarda por novas pistas sobre o andamento das negociações comerciais entre China e Estados Unidos e as novas tarifas que devem passar a valer a partir de domingo, 15, sobre os produtos chineses.

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