Carnaval de rua em São Paulo deve movimentar cerca de R$ 2,6 bilhões

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Raoni Alves / G1

O carnaval de rua de São Paulo pode se tornar o maior de todo o Brasil. Segundo estimativa da Secretaria Municipal de Cultura, os festejos devem atrair 15 milhões de pessoas e movimentar cerca de R$ 2,6 bilhões na cidade, já a partir do dia 15 de fevereiro, data marcada para o início do pré-carnaval.

De acordo com matéria do portal G1, serão 796 blocos em 861 desfiles neste carnaval. Se a estimativa for confirmada quando da publicação no Diário Oficial do Município, serão 332 novos blocos de rua a mais em relação a 2019, alta de 71,5%. Entretanto, blocos são autorizados a desfilar e não obrigados, de modo que alguns podem desistir de se agrupar.

Números gigantescos

A prefeitura espera que 15 milhões de pessoas estejam nas ruas da cidade pulando o carnaval. Esse batalhão de foliões pode movimentar mais de R$ 2,6 bilhões em todos os dias de evento, nas ruas da cidade e também no sambódromo, incluindo o pré-carnaval.

Por essa estimativa, a prefeitura espera um acréscimo de dinheiro movimentado de 13% com relação a 2019. No ano passado, o balanço oficial foi de 14 milhões de participantes, que movimentaram mais de R$ 2,3 bilhões, segundo a SPTuris.

Confirmados esses números, São Paulo pode se consolidar como o maior carnaval de rua do país, literalmente, passando capitais consagradas, como Rio de Janeiro e Recife.

Entretanto, o secretário municipal de Cultura, Alê Youssef, diz que essa não é a intenção prioritária da prefeitura: “a gente não tem expectativa de passar nem competir com ninguém. Nós queremos fazer um carnaval enorme, bonito e organizado, que seja protagonizado pela força e pela importância dos blocos para cidade de São Paulo, que criaram uma história maravilhosa que, em dez anos, tem transformado a capital, através do ativismo pelo direito à cidade”.

Patrocínio

Um evento desse porte exige um patrocínio vultoso. Mais uma vez, a prefeitura fecha com a Ambev para exibir suas marcas no evento, além de ter exclusividade na venda de cervejas nos pontos oficiais. A empresa pagou R$ 21,9 milhões.

Segundo o G1, o valor do contrato é quase R$ 6 milhões maior que os R$ 16 milhões que empresa pagou no ano anterior.

Já incluindo esse dinheiro do patrocínio, a prefeitura de São Paulo deve investir R$ 36,6 milhões na organização do evento, tanto no Sambódromo do Anhembi quanto nas ruas da cidade. É um investimento 7,8% menor que 2019, quando a gestão Bruno Covas (PSDB) gastou R$ 39,7 milhões em todo o carnaval.

São vários órgãos municipais envolvidos na organização: SPTrans, GCM (Guarda Civil Metropolitana), CET, Polícia Militar e Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), responsável pela limpeza da cidade.

A SPTuris foi a que mais recebeu dinheiro desse investimento. A empresa responsável pela infraestrutura embolsou R$ 7,1 milhões.

O pré-carnaval oficial acontece nos dias 15 e 16 de fevereiro, com 248 blocos. O pós-carnaval, dias 29 de fevereiro e 1º de março, com 212 apresentações de blocos de rua.

O valor estipulado pela prefeitura, de R$ 2,6 bilhões, não inclui cortejos não oficiais que acontecem desde meados de janeiro e nos dois primeiros finais de semana de fevereiro, o que devem elevar ainda mais o dinheiro em circulação pela cidade.