Cannabis em alta: ETF atrelado à maconha rende 155% em um ano

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Freepik/Divulgação

Empresas ligadas a negócios de cannabis têm sido destaque no mercado financeiro. O Exchange Traded Funds (ETF) atrelado ao Prime Alternative Harvest Index, por exemplo, teve rentabilidade de 155% entre março de 2020 e março de 2021.

Um ETF funciona como um fundo de investimento atrelado a algum índice de referência, com composição ajustada para refletir esse indicador.

O Prime Alternative Harvest Index é composto principalmente pelos setores de farmacêutica (46%) e agricultura (29%), com ativos concentrados principalmente em três países: Canadá (46%), Estados Unidos (35%) e Reino Unido (14%), de acordo com reportagem da Exame Invest.

Com a legalização da maconha ganhando força nos últimos meses, a rentabilidade deste tipo de ativo tem crescido, movimentando uma grande cadeia econômica, que vai da pesquisa à produção e à distribuição de produtos relacionados à cannabis.

Um comparativo pode ser feito com a rentabilidade do S&P 500, por exemplo, que cresceu 60% nesse período, com contraste com esse ETF específico que valorizou 155%.  “Esse ETF existe há cinco anos, e as análises gráficas mostram que só aumenta o número de ações, de shares que estão sendo negociadas na bolsa”, diz Guilherme Almendra, responsável pela mesa de COE do BTG Pactual digital.

O BTG começou em 12 de março a primeira oferta aos interessados em investir no Prime Alternative Harvest Index. Com um investimento mínimo de R$ 1.000, qualquer cliente do banco é capaz de alocar parte de sua carteira no ETF pelo aplicativo.

Na prática, o investimento é um Certificado de Operação Estruturada (COE), que oferece capital protegido. Ou seja, há ganhos ao investidor, em caso de alta — com um limitador de rentabilidade de 107% —, ou o valor nominal de volta em caso de queda, ao final da aplicação.

Assim, caso a variação do ativo referência (Prime Alternative Harvest Index) seja nula ou negativa, o investidor recebe exatamente o valor investido inicialmente, sem remuneração extra.

Se houver variação positiva de até 120%, por exemplo, ele recebe o valor nominal acrescido do desempenho considerando a barreira de alta de 107%.