Campos Neto: Real Digital (CBDC) começa a operar em 2022

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Cointelegraph

Coincidência ou não, o Real Digital vem aí, no mesmo ano da eleição, ou seja, em 2022. Ele será chamado de Moeda Digital do Banco Central (CBDC, na sigla em inglês), a exemplo da China e Suécia, que já possuem o seu próprio padrão digital.

A notícia foi dada, em primeira mão, pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nesta quarta-feira (2), em live promovida pela Bloomberg, divulgou o site Criptonizando.

De antemão, o dirigente deixou claro que as CBDCs não vão funcionar como o Bitcoin, considerado pela instituição “como uma criptomoeda sem garantia”.

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BCs endossam

Segundo ele, as CBDCs têm como característica básica “serem endossadas pelos bancos centrais”.

““Acho que teremos isso em 2022”, proclamou o timoneiro da moeda nacional, ao acrescentar que “há alguns ingredientes necessários à criação de uma moeda digital”, teria afirmado ao Correio Braziliense, sem fornecer mais detalhes.

Sistema ‘interoperável’

Na defesa da criação do rebento virtual, Campos Neto disse que “é preciso contar com um sistema de pagamentos instantâneos eficiente e interoperável, dotado de um sistema aberto à competição, mas também de uma moeda que, além de credibilidade, seja conversível e internacional”, definiu seu mentor.

Grupo de trabalho

A manifestação do xerife do real ocorre duas semanas após o BC anunciar que criaria o grupo de trabalho do Real Digital, encarregado de apresentar um modelo para emissão de uma moeda digital no Brasil, além de identificar os riscos implícitos na medida.

Formado por 12 pessoas ligadas à área intergovernamental, o grupo terá como missão avaliar se a CBDC poderia se enquadrar no ecossistema nacional de pagamentos e qual seu impacto na economia e na sociedade.

Além disso, os técnicos vão verificar o quanto de recursos será economizado com a emissão da nova moeda digital.

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Papel caro

Todos os anos, são consumidos em torno de R$ 90 bilhões – aproximadamente US$ 16 bilhões ou de 1% a 2% do PIB) para suprir a economia brasileira de papel-moeda em circulação

Enquanto isso, acrescenta o presidente do BC, o “Real Digital deve conviver com o Real físico”.

Com o objetivo de incentivar a competição no Sistema Financeiro Nacional (SFN), o Open Banking deverá ser implantado ainda este ano, confirmou o presidente do BC.

Digitalização é tudo

Campos Neto afirmou, ainda, que o Real Digital é fruto do processo de digitalização e modernização do sistema financeiro, que teve início com a adoção da “agenda de inovação do BC”, que também prevê a implantação do sistema de pagamentos instantâneos do BC – o PIX.

Na avaliação da autarquia, o Real Digital poderá ajudar a aperfeiçoar o atual modelo de transações comerciais, seja entre pessoas ou entre países.

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