Campos Neto negocia Orçamento de guerra

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Crédito: Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil

Medidas a serem tomadas durante a pandemia da Covid-19, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o chamado “orçamento de guerra” irá entrar em votação na próxima 2ª feira (13.abr.2020). E o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto foi acionado pelo governo para entrar na articulação.  A reportagem é do Valor Econômico.

Essa é uma medida que facilita os gastos do governo para o combate à pandemia de coronavírus, e será agora analisada pelo Senado. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) fez o pedido para que o presidente do Banco Central entre no circuito da articulação política.

É que o assunto divide a bancadas na Casa principalmente no que se trata da ampliação dos poderes do Banco Central, principalmente a compra direta de títulos, que se sancionada vale apenas para o período de pandemia, como consta no texto:

“O Banco Central [pode] comprar e vender títulos de emissão do Tesouro, nos mercados secundários local e internacional, e direitos creditórios e títulos privados de crédito em mercados secundários, no âmbito dos mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.”

Caso seja aprovada a PEC, Campos Neto disse que ainda cabe o Conselho Monetário Nacional (CMN) definir o crédito:

“poderá ser comprado, quais setores serão elegíveis e qual é o tipo de risco que o BC poderá tomar com dinheiro da sociedade”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), escolheu o vice-presidente da Casa, Antonio Anastasia (PSD-MG), para relatar a PEC.

Um dos favoráveis a PEC é o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). Mas defende ‘regras claras’:

“Quais serão os critérios? Por que o BC comprou a ação da Marfrig e não comprou da JBS?”

Além da PEC, também devem ser tomadas outras medidas que o ministério pode apresentar para socorrer a economia durante a pandemia do coronavírus.