Caminhoneiros podem parar nesta quarta-feira e se juntar aos petroleiros

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Está prevista para esta quarta-feira (19) uma nova paralisação dos caminhoneiros. Mesmo com o adiamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da tabela do frete. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Walace Landim, mais conhecido como Chorão, para o Congresso em Foco.

Em entrevista ao site, o líder sindical informou que a paralisação quer mostrar à sociedade a importância e a união da categoria, durante o julgamento do mecanismo que delimita o valor mínimo dos serviços prestados pelos caminhoneiros.

Petroleiros

E esta paralisação dos caminhoneiros pode se juntar com a greve dos petroleiros, apoiada por partidos de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) . Eles esperam que o movimento sirva de estopim para outras mobilizações contra o programa de privatizações.

Aprenda hoje a investir em Small Caps e encontre as oportunidades escondidas na Bolsa.

A greve chegou ao seu 17º dia nesta segunda-feira (17), de acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros). O movimento teve uma adesão de 21 mil empregados, informou a Folha de São Paulo. Mobiliza 121 unidades estatais, entre plataformas de produção de petróleo, refinarias e terminais.

 Julgamento

O julgamento da tabela do frete estava previsto para esta quarta. Mas foi adiado pelo relator do caso no STF, ministro Luiz Fux, a pedido da Advocacia Geral da União (AGU). O magistrado determinou também uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas para 10 de março.

Chorão explica que, mesmo com o adiamento, a categoria decidiu manter a paralisação, que deve ocorrer das 6h às 18h. A ideia é que os caminhoneiros não circulem, mas não impeçam a passagem de outros automóveis nas rodovias. Como ocorreu na greve anterior. “É uma mobilização para mostrar a união da categoria”, comenta.

O líder sindical explica que permanece defendendo a constitucionalidade da tabela e afirma que, caso o Supremo entenda o contrário, os caminhoneiros devem paralisar as atividades em seguida. “Nós vamos defender isso até o fim, porque ela é constitucional”, diz.