Dólar sobe a R$ 4,26: câmbio opera em alta após entrevista de Paulo Guedes

Cláudia Zucare Boscoli
Colaborador do Torcedores

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O câmbio deve seguir pressionado nesta terça-feira (26), após a entrevista de Paulo Guedes. O ministro da Economia minimizou a alta do dólar, que ontem chegou a R$ 4,21. O dólar abriu o dia já em alta de 1,2%, cotado em R$ 4,2656. Na mínima, marcou R$ 4,2430. Chegou ao valor de R$ 4,26 às 12h33.

Os juros futuros também subiram: DI para janeiro de 2021 sobe 3 pontos-base, a 4,72%. DI para janeiro de 2023 tem alta de 4 pontos-base, cotado a 6,02%. E DI para janeiro de 2025 avança 5 pontos-base, cotado a 6,62%.

Guedes afirmou que, com o juros baixos, o dólar apresenta um nível de equilíbrio maior.  “Quando você tem um fiscal mais forte e um juro mais baixo, o câmbio de equilíbrio também é mais alto”, afirmou Guedes.

O ministro aposta que o dólar alto veio para ficar. “É bom para o país se acostumar com isso por um bom tempo”, afirmou, durante coletiva de imprensa realizada na noite de segunda, 25 de novembro, durante evento de CEOs em Washington, EUA.

Alta histórica

O dólar atingiu a marca histórica de R$4,20 na última semana e bateu, nesta segunda (25), o patamar de R$ 4,21, dando demonstrações claras do tamanho da incerteza internacional. Ao mesmo tempo que a tensão na América Latina agrava o quadro financeiro, a frustração com o leilão de campos de petróleo do pré sal também eleva o preço do dólar. Diante das afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que, se não houver acordo comercial com a China, ocorrer~so novas altas de tarifas, a crise econômica mundial se agrava.

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Diante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e da imposição de tarifas sobre o comercio mundial, a exportação está sendo afetada.

Foi o que mostraram os dados da balança comercial divulgados na última segunda feira(18). Do mesmo modo que a crise na America Latina desestabiliza o mercado econômico brasileiro. Por isso, o câmbio sofre com a péssima dinâmica do mercado global. O leilão de campos de petróleo do pré sal também gerou frustração. Era esperada a arrecadação de mais de R$ 100 bilhões de dólares, o que não ocorreu. Isso resultou na elevação da moeda norte-americana.

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