Câmara aprova impeachment de Trump

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Reprodução / YouTube

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, hoje (13), o impeachment do presidente Donald Trump.

Trump foi acusado formalmente de incitar uma insurreição contra o governo dos Estados Unidos.

O impeachment na Câmara desencadeia um julgamento no Senado, que tem maioria republicana.

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O único artigo do impeachment foi aprovado pela Câmara, de maioria democrata, por 232 a 197.

Dez votos foram de republicanos, partido do presidente, que está nos últimos dias de seu mandato.

Processo segue para o Senado

A votação realizada com as forças da Guarda Nacional e a polícia protegendo o Capitólio, que foi cercado por uma cerca de segurança erguida após o tumulto de 6 de janeiro.

O processo segue agora para o Senado, atualmente de maioria republicana.

O Senado retorna do recesso em 19 de janeiro. O processo pode terminar mesmo após a posse do presidente eleito Joe Biden.

Trump corre o risco de perder direitos políticos e ficar de fora da disputa das eleições em 2024.

Biden e apoiadores temem que o processo de impeachment no Senado trave debates sobre as primeiras medidas tomadas pelo novo governo.

Ele chegou a dizer que a questão cabe apenas ao Congresso e que vai procurar não envolver o governo no processo de Trump.

A agenda inclui de novos pacotes de estímulo à economia ao combate à pandemia — atualmente em números recordes, em avanço e agravamento do surto.

No dia 6, uma multidão invadiu o Capitólio e interrompeu a certificação formal da vitória do presidente eleito, Joe Biden, na eleição de 3 de novembro.

Cinco pessoas morreram durante a invasão, inclusive um policial. Biden deve assumir o cargo em 20 de janeiro.

Após invasão, Congresso dos EUA certificou vitória de Biden

O Congresso norte-americano certificou na última quinta-feira (7) a vitória de Joe Biden para a Presidência dos Estados Unidos.

A ratificação ocorreu por volta das 3h40 (5h40, no horário de Brasília) horas depois de o Capitólio, sede do Parlamento norte-americano, ser invadido por manifestantes.

Biden teve 306 votos confirmados contra 232 para o atual presidente do país, Donald Trump.

O protesto interrompeu os trabalhos dos congressistas durante várias horas, e o confronto entre manifestantes e policiais deixou pelo menos cinco pessoas mortas e mais de 50 detidas. Após a certificação pelo Congresso, Trump prometeu uma “transição ordeira”.

A sessão de confirmação começou por volta das 13h (15h no horário de Brasília), mas foi interrompida meia hora depois, após uma invasão violenta do Capitólio por manifestantes que participavam de um protesto em Washington. A sessão só foi retomada às 20h (22h, horário local).

Os congressistas rejeitaram duas tentativas de objeção aos resultados de novembro, apresentadas por representantes republicanos do Arizona e da Pensilvânia. As moções não reuniram votos suficientes por parte de outros Estados para serem discutidas.

Donald Trump reagiu pelo Twitter de Dan Scavino, diretor de redes sociais do presidente norte-americano. Embora afirme que a transição será ordeira, o presidente voltou a desacreditar o resultado eleitoral:

“Embora discorde totalmente do resultado da eleição e os fatos me deem razão, ainda assim haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro. Sempre disse que continuaríamos a nossa luta para garantir que apenas votos legais fossem contabilizados. Embora isso represente o fim do melhor primeiro mandato na história da presidência, é apenas o princípio da nossa luta para tornar a América grande outra vez”, diz o tuíte.

O Twitter fechou a conta de Trump alegando incitação à violência e fake news. O YouTube também suspendeu a conta do presidente pelos mesmos motivos, mesma decisão tomada pelo Facebook e Instagram.

Trump disse que não comparecerá à posse de Joe Biden. O presidente discursou nesta terça (12) e pediu a eleitores e apoiadores que não protestem com violência.

Eleições na Geórgia

A certificação da vitória de Joe Biden acontece no rescaldo do segundo turno das eleições na Geórgia para o Senado, em que os democratas obtiveram duas vitórias históricas.

Pela primeira vez em 20 anos, o Partido Democrata conseguiu eleger não um, mas dois senadores por aquele Estado, retirando do Partido Republicano a maioria no Senado. Agora, cada partido tem 50 assentos, mas os democratas tem a vantagem do voto de minerva da vice-presidente eleita Kamala Harris – uma vez que, segundo a legislação norte-americana, o vice-presidente do país preside o Senado.

O Democratas também têm maioria na Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).

 

*Com Agência Brasil