Call de Fechamento: Dólar perdendo força e Ibovespa renovando pico histórico

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Agencia Brasil

Se por aqui o dólar teve um dia de coadjuvante, lá fora a moeda norte-americana teve um dia de protagonista, mas daqueles que apanham para todo mundo, sentindo a carência de maiores novidades para um acordo entre EUA e China e ainda digerindo e lambendo suas feridas, ante os indicadores da semana, em que pese a atividade industrial e serviços e o relatório de emprego no setor privado, que frustrou ao mostrar a criação de apenas 67 mil, das mais de 150 mil esperadas.

Ligou-se o alerta portanto, para os dados do payroll, que saem nesta sexta-feira, e as expectativas são de preocupação. Como consequência, o dólar fechou em queda perante todas as moedas fortes.

Por aqui, o trade ficou mesmo entre certezas e incertezas a respeito da retomada do fluxo estrangeiro, depois da “lebre” levantada por Ilan Goldfjan ontem (04), afirmando que em sua visão, o investimento estrangeiro não virá.

Na máxima o dólar chegou a R$ 4,2235 pela manhã, virando o jogo e renovando mínimas até R$ 4,1776 e encontrando abrigo para fechar nos R$ 4,1882 (-0,34%).

O jogo de truco entre americanos e chineses tem data para terminar: em 10 dias, Trump terá de decidir se aplica ou não as sobretaxas a mais uma leva de produtos made in China ou não.

A questão é: se aplica-las, provocará mais atrasos ainda na assinatura de um acordo inicial. Isso na melhor das hipóteses. Em cedendo às exigências dos chineses, mostrará pela primeira vez, que não está com uma mão tão boa como afirma.

As bolsas em Nova York reagiram com cautela à fala de Trump: “As negociações com a China vão muito bem e até dia 15 (prazo das tarifas), algo pode acontecer”.

Já no final da tarde, veio a notícia de que o presidente americano ainda pressiona a China por aumento no volume de compras de seus produtos agrícolas, mas aí já era tarde para maiores impactos nas bolsas: Dow Jones, +0,10%; S&P 500, +0,15%; e Nasdaq, +0,05%.

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Por aqui, o Ibovespa logo conheceu sua nova máxima histórica no intraday (111.072 pontos), mas foi perdendo o fôlego ao longo da sessão, fechando a 110.622 (+0,29%), com volume financeiro de R$ 17,5 bilhões.

Se lá fora, o protagonista foi o dólar, por aqui o dia foi da Petrobras (+1,31%) e ON (+1,30%) que puxou a fila, depois do anúncio da OPEP de corte na produção em mais de 500 mil barris por dia. Além da declaração de executivos da companhia em Nova York, ontem (04), de que vai distribuir US$ 34 bilhões em dividendos entre 2020 e 2024.

Mas o grande destaque de alta foi a Cielo ON (+5,21%) com a cobertura ao papel no preço alvo de R$ 7,00 pela corretora Bradesco.

A CSN ON (-1,14%) e Usiminas (-0,11%) sofreram desta vez, com a queda do minério de ferro em Qindao.

Com Filipe Teixeira, da Wizir.