Caixa Econômica reduz juros do cheque especial e reforça linhas de crédito em R$ 33 bi

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal divulgou, na quinta-feira, um novo pacote de medidas para incentivar a economia durante a pandemia de coronavírus.

As linhas de crédito, que na semana passada já haviam recebido um incremento de R$ 78 bilhões da instituição, agora terão mais R$ 33 bi injetados para conter a crise causada pela Covid-19.

Os novos recursos serão destinados para a linha de capital de giro das empresas (R$ 20 bilhões), compra de carteiras (R$ 10 bilhões), crédito agrícola (R$ 1 bilhão) e crédito a Santa Casas (R$ 2 bilhões).

Pessoas físicas

Em nota divulgada à imprensa e reproduzida pela Agência Brasil, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também anunciou as medidas destinadas para as pessoas físicas.

Pela segunda vez em sete dias, a instituição reduziu a taxa de juros do cheque especial, que passou de 4,9% para 2,9% ao mês.

“Uma taxa recorde em termos de ser menor: 41% de redução em relação à taxa que já era a menor do mercado”, comentou, em anúncio ao lado do presidente Jair Bolsonaro, na televisão.

Pedro Guimarães anunciou também a redução na taxa de juros cobrada no parcelamento do cartão de crédito, de 7,7% para 2,9%, e o aumento no prazo da pausa para pagamento nos contratos de empréstimos para pessoas físicas, que passou de 60 para 90 dias.

“Se necessário, ampliaremos para 120, 150 dias. Já conversei com o Paulo Guedes sobre isso”, concluiu o executivo da Caixa.

Plano Marshall

Empresários do mercado financeiro discutiram os impactos do coronavírus entre si e estão pedindo que o Governo implemente o ‘Plano Marshall’ para evitar colapso na economia.

Isso porque eles estimam que o volume de desempregados no país passe dos atuais 12 milhões para 40 milhões por conta dos impactos da pandemia.

A iniciativa partiu de Guilherme Benchimol, CEO da XP, Benjamin Steinbruch presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobrás, André Street, presidente da Stone (máquinas de pagamento) e Rubens Menin, fundador da MRV.

O referido plano (1947-1951) foi um programa de ajuda econômica dos EUA aos países da Europa Ocidental após a II Guerra Mundial. O objetivo era reconstruir economicamente os países europeus ocidentais afetados pelo embate.

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