Caixa Econômica irá criar novo crédito imobiliário

Felipe Santos Diogo
Economista - Especialista em investimentos (CEA®)
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Crédito: Reprodução / Canva - Abrindo a casa nova

Caixa Econômica irá criar novo crédito imobiliário, que incluirá cobrança de juros pré-fixados.
O banco irá criar uma nova forma de cobrança e atualização dos juros do financiamento imobiliário. Conforme divulgado pelo jornal Estadão, no último dia 07.
De acordo com o jornal, o banco irá criar uma terceira forma de correção de juros. As atuais pós – fixadas ( TR + Juros) e IPCA, continuarão sendo comercializadas. Entretanto, também existirá a oferta dos financiamentos com juros pré-fixados, com taxas mínimas de 8% a 9% a.a. Segundo a notícia, as taxas mais baixas serão para contratos de menor prazo.
O banco aguarda a agenda do presidente Jair Bolsonaro, para a apresentação e lançamento. Executivos do banco dizem que tem segurança e tranquilidade, para oferecer o novo crédito ao público.

Fique atento e escolha o melhor crédito imobiliário

As famílias que estão propensas a financiar um novo imóvel, precisam ficar atentas para escolher o melhor crédito. Enquanto hoje, conseguimos taxa de 7,5% + TR ou ainda, taxa + inflação, em alguns financiamentos. Escolher uma opção pré-fixada, de 8% a.a pode ser uma boa ideia.
Isto porque nos atuais contratos, o financiador pode ter os valores das parcelas alterados. Já na nova modalidade de financiamento isto não ocorrerá. Exceto em antecipações de parcelas, que deverão ter desconto de acordo com seu prazo de vencimento.
Entretanto, como a taxa TR está em zero, esta também pode não ser a melhor escolha.

O prazo e as perspectivas econômicas para os próximos anos

Dois fatores devem ser levados em consideração no momento da escolha do melhor financiamento. O prazo e as perspectivas econômicas para os próximos anos. Atualmente, o Brasil tem a taxa Selic nos menores patamares da história. Enquanto a inflação também está abaixo da meta do governo.
Então, caso este cenário permaneça, durante a vigência do contrato de financiamento. Os contratos pré-fixados poderão ser mais caros, que os já negociados atualmente.
Contudo, se a inflação subir nos próximos anos e consequentemente, também tivermos altas na taxa Selic. Os contratos pré-fixados não serão afetados pelas altas nos preços. Porém, os contratos pós-fixados, ficarão mais caros para o financiador.
Por fim, é preciso sempre buscar as melhores oportunidades, diretamente com as instituições financeiras. Porque negociar sempre será a melhor forma de pagar menos.