Caged aponta criação de 184 mil novas vagas em março; Paulo Guedes comemora resultado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Agência Brasil

O Brasil gerou 184.140 novos postos de trabalho em março deste ano. A projeção do mercado ficava entre 180 mil a 200 mil novas vagas.

Em fevereiro, o número superou os 395 mil postos (revisados dos mais de 400 mil anunciados anteriormente), mas ainda não contabilizava as novas medidas de restrição de circulação.

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O resultado advém de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada.

Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados nesta quarta-feira (28).

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado. “Ao contrário da primeira onda, que nos atingiu no ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda, agora, foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal. E o grande destaque é o setor que tinha sido mais golpeado durante toda a pandemia, o setor de serviços, com praticamente a metade, 95 mil empregos formais. O último setor da economia que estava no chão se levantou”, disse, durante coletiva virtual para divulgar os dados.

Para a equipe do BTG (BPAC11), o resultado revela a retomada das medidas mais rígidas de isolamento social na metade de março, mas ainda assim é positivo.

Para os próximos meses, acreditam os analistas do banco, a prorrogação por mais quatro meses dos programas governamentais que permitem a redução da jornada deve conter as demissões.

“Vale ressaltar que sinalizamos uma possível subestimação das demissões, já que o Ministério da Economia está usando um proxy para demissões desde o início do ano”, comentou o time de economistas, formado por Álvaro Frasson, Leonardo Paiva e Luiza Paparounis.

No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.

Serviços é setor que mais cria empregos

O saldo foi positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas.

Serviços criou 95.553 postos, distribuído principalmente nas atividades da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais.

A indústria criou 42.150 novos empregos, concentrados na indústria de transformação; construção.

O comércio, 17.986. E agricultura, 3.535 novos trabalhadores.

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São Paulo é destaque na abertura de novas vagas

Os destaques regionais são para São Paulo com a abertura de 50.940 postos, aumento de 0,41%; Minas Gerais que criou 35.592 novas vagas (0,84%); e Santa Catarina, com saldo positivo de 20.729 postos (0,93%).

Os estados com saldo negativo de empregos em março são Alagoas, que teve o fechamento de 8.310 postos, queda de 2,36%; Pernambuco, com saldo negativo de 2.762 postos, diminuição de 0,22%; e Ceará, que encerrou o mês passado com menos 1.564 postos de trabalho formal, queda de 0,13%.

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em março de 2021 foi de R$ 1.802,65. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 60,76 no salário médio de admissão, uma variação positiva de 3,49%.