Caged: criação de empregos em agosto tem maior nível desde 2011

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação

O país criou empregos formais pelo segundo mês seguido. É o que apontam dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 249.388 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Foi o melhor resultado para meses de agosto desde 2011, quando haviam sido abertas 190.446 vagas formais.

Impacto da pandemia

No acumulado do ano, no entanto, o mercado de trabalho continua sentindo o impacto da pandemia.

Dessa forma,  janeiro a agosto, foram fechadas 849.387 vagas, o pior resultado para os oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2010.

Setores com melhor resultado

Cinco setores de atividade econômica tiveram saldo positivo em agosto.

Impulsionado pela Indústria de Transformação, o setor econômico da Indústria liderou a geração de empregos formais, com saldo positivo de 92.893 vagas abertas em agosto.

Outros exemplos: a construção registrou saldo de +50.489; comércio, +49.408; serviços, +45.412; e agropecuária teve +11.213 novos postos.

Regiões

Desempenho positivo também foi observado nas cinco regiões do país.

O melhor resultado em termos absolutos foi no Sudeste, com a criação de +104.702 (+0,54%) postos de trabalho formais.

A maior variação relativa do estoque em relação ao mês anterior coube ao Norte, +1,26%, com a geração de +22.272 vagas de emprego com carteira assinada.

A região Nordeste teve saldo positivo de +62.085 postos, equivalente a uma variação relativa do estoque de +1,02%.

O Sul registrou +42.664 postos (+0,60%) e o Centro-Oeste +17.684 postos, +0,54%.

Estados

De acordo com o Caged, todas as unidades da federação registraram saldo positivo.

Assim, tiveram os melhores saldos São Paulo, com +64.552 novas vagas (+0,55%); Minas Gerais com +28.339 (+0,71%) e Santa Catarina com +18.375 (+0,90%).

Já em termos relativos, as que tiveram maior variação positiva foram Paraíba (+9.753 postos, +2,46%); Amazonas (+7.019, +1,74%); e Rio Grande do Norte (+5.955, +1,45%).

Trabalho intermitente

Em agosto, houve 15.581 admissões e 7.335 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de +8.246 empregos, envolvendo 3.330 estabelecimentos contratantes.

Um total de 132 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Já a jornada em regime de tempo parcial teve saldo negativo de -1.501 postos de trabalho no mês, resultado de 11.136 admissões e 12.637 desligamentos.

No período, a movimentação envolveu 4.727 estabelecimentos contratantes e 63 empregados celebraram mais de um contrato em regime de tempo parcial.

Salário médio

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em agosto foi de R$ 1.725,62.

Dessa forma, comparado ao mês anterior, o valor está estável, com um aumento real de R$ 9,75 no salário médio de admissão, uma variação de 0,57%.

Programa Emergencial de Manutenção do Emprego

Os resultados mostram que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões durante o período da pandemia.

O Programa prevê o pagamento de um benefício mensal a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.

Dados atualizados até 18 de setembro mostram que o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm) permitiu 18.378.772 acordos entre empregados e 1.449.653 empregadores no Brasil.

Até o momento, o programa pagou R$ 25,5 bilhões.

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