C&A (CEAB3) emite debêntures; Minerva (BEEF3) recompra bond de US$ 41,8 mi

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: C&A

O Conselho de Administração da C&A (CEAB3) aprovou nesta terça-feira (4) a 1ª emissão de debêntures, em série única, no valor total de R$ 500 milhões.

Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente utilizados para reforço de caixa, incluindo os negócios de gestão ordinária da C&A.

A data de emissão é de 20 de maio de 2021, com prazo de vigência de quatro anos, vencendo, portanto, em 20 de maio de 2025.

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Serão emitidas 500 mil debêntures. Cada uma carrega valor de R$ 1 mil. Tal valor não será atualizado monetariamente por qualquer índice, mas haverá uma remuneração correspondente a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias DI, expressa anualmente, acrescida exponencialmente de spread ou sobretaxa equivalente a 2,15%.

A C&A ainda informa que o valor das debêntures será amortizado anualmente, em duas parcelas, a partir do terceiro ano inclusive. Ou seja, a primeira parcela devida será em 20 de maio de 2024 e, a última, na data de vencimento, ressalvadas as hipóteses de oferta de resgate antecipado.

Minerva (BEEF3) conclui recompra de bond 28

A Minerva (BEEf3) informou a conclusão da recompra e cancelamento de uma parcela do Bond 2028. O cupom foi de 5,875%, com montante total de US$ 41,180 milhões.

“Este movimento é mais uma iniciativa do processo de liability management”, diz a Minerva, “com objetivo de alongar o perfil de endividamento, reduzir a dívida bruta e o custo da estrutura de capital da companhia”.

“Como efeito de tais iniciativas, a Administração da Minerva Foods reitera seu compromisso com a disciplina financeira e a busca de uma estrutura de capital cada vez mais saudável, menos onerosa e com menor perfil de risco, em linha com a nossa estratégia de geração de valor”, encerra, em comunicado ao mercado.

Inepar (INEP4) deve receber US$ 96 mi após arbitragem de Nova York

A Inepar (INEP4) informou nesta terça a sentença parcial no processo de arbitragem em Nova York, em face da Tupi e da Petrobras Netherlands, objetivando o pagamento de perdas, em consequência de violação de contratos de 2018.

A Tupi se habilitou no processo da recuperação judicial da Inepar, para ressarcimento dos adiantamentos realizados no valor de aproximadamente US$ 96,372. “As recuperandas tempestivamente apresentaram defesa argumentando que em momento algum o crédito em questão fora reconhecido, tendo em vista que o valor proveniente do adiantamento listado pela TUPI foi pago diretamente aos fornecedores e despesas diretas (dentre outras, mão de obra e serviços) e o julgamento de eventual saldo de valor a ser ressarcido, seria aquele reconhecido pelo julgamento da Câmara Arbitral de N. York”, disse a Inepar.

“O administrador judicial, em seu parecer, opinou pela improcedência do pleito, reconhecendo os argumentos das recuperandas, considerando o crédito como ilíquido e incerto. Não obstante, sobreveio decisão que reconheceu que não existiam valores a serem incluídos no Quadro Geral de Credores, julgando improcedente a impugnação apresentada pela Tupi nos autos da Recuperação Judicial”, seguiu a empresa. “Ainda, o juízo recuperacional reconheceu que não era o caso imediato de inclusão de valores devidos à Tupi no Quadro Geral de Credores, contudo, caso houvesse qualquer valor devido, estaria sujeito à Recuperação Judicial e seria pago nos termos do Plano”.

A Tupi teve seu agravo apresentado a tribunal em São Paulo negado, assim como recurso no Superior Tribunal de Justiça. A decisão de primeira instância transitou em julgado no STJ em 2019.

Com relação a essa cobrança, a Inepar informou que a decisão arbitral da ICC (International Chamber of Commerce) coloca eventualmente o valor na dívida sujeita aos termos do Plano de Recuperação Judicial.

Do valor a ser pago em dinheiro de aproximadamente US$ 107 milhões, conforme decisão arbitral, foi feito um acordo entre as partes para redução a US$ 96 milhões, devido a erro de cálculo e desconto aplicado. “Deste valor”, sublinhou a Inepar, “já efetivamos o recebimento de 50% com os quais liquidamos todos os custos advocatícios e experts técnicos nos EUA e financiamento aos custos da arbitragem”.

Com a sentença, o tribunal arbitral de Nova York determina à Tupi e à Petrobras Netherlands o pagamento global dos valores estabelecidos, e adicionalmente anula qualquer passivo relacionado ao valor de US$ 96,372 milhões, pretendido pela Tupi.

Banco da Amazônia (BAZA3) paga dividendos

O Banco da Amazônia (BAZA3) informou hoje a atualização sobre o Juros sobre Capital Próprio (JCP) do exercício de 2020, correspondente ao período de 31 de dezembro de 2020 até 5 de maio de 2021, data do pagamento.

Ela é de R$ 553,016 mil, sendo R$ 0,018654036 por ação), totalizando o valor do JCP a ser pago em aproximadamente R$ 77,032 milhões, sendo R$ 2,598414027 por ação.

Bradesco (BBDC4): novo integrante no Conselho de Administração

O Bradesco (BBDC3 e BBDC4) comunicou que Rubens Aguiar Alvarez foi nomeado membro do Conselho de Administração.

“Neto do lendário Amador Aguiar, Rubens sucede ao seu irmão, João Aguiar Alvarez, falecido no dia 8 de janeiro passado”, disse o banco, em comunicado ao mercado. “Formado em economia,o conselheiro ora nomeado está com 48 anos e vinha dedicando-se, com exclusividade, à administração das empresas e negócios familiares”.

A sua posse depende ainda de homologação do Banco Central do Brasil.