BTLG11: período de emissão encerra no dia 26 de outubro

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Natura São Paulo (relatório do fundo)

O BTG Pactual Logística (BTLG11) vai a mercado para a sua 9° emissão pública, no valor de R$ 500 milhões. O período de subscrição encerra no dia 26 de outubro.

Lembrando que os FIIs emitem e vendem novas cotas para aumentar o seu capital e, com esse dinheiro, investir em novos ativos. Os cotistas atuais têm preferência de compra (isso é chamado de direito de subscrição).

A nova oferta tem como coordenador líder o BTG Pactual e, como coordenadora contratada, a Guide Investimentos.

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O BTLG11 é um fundo imobiliário (FII) híbrido de gestão ativa, com foco em empreendimentos imobiliários predominantemente do setor de logística. Nesse sentido, após a aquisição, os imóveis são locados por meio de contratos built to suit e sale and leaseback, ou, também, por arrendamento.

Os recursos da nova captação serão destinados à aquisição de 6 imóveis que já estão em negociação pelo fundo. Nesse sentido, os empreendimentos possuem área bruta total de locação de 365 mil m² e cap rate médio entre 8% e 9%.

Atualmente, o valor de mercado do fundo é de R$ 743 milhões, distribuídos entre 29 mil cotistas.

  • Veja, a seguir, mais informações sobre as características, ativos e rentabilidade do BTLG11.

Características do fundo

O BTLG11 é destinado ao público em geral, e seu prazo de duração é indeterminado.

Quanto à nova captação, o preço de subscrição ficará em R$ 103,50 por cada cota, e a aplicação mínima será de R$ 1000. Sobre os custos, a taxa é de 0,9% ao ano sobre o valor de mercado do fundo, e não haverá taxa de ingresso para as novas cotas.

Distribuição dos ativos do BTLG11

Em relação ao perfil dos ativos, o fundo investe predominantemente no setor de logística. Nesse sentido, o segmento responde por 68% dos imóveis do FII. Logo após, vem a indústria, com 23%, e o varejo, com 9%.

Quanto à distribuição de inquilinos, 60% são do setor alimentício, 30% do varejo e 10% automobilístico.

Sobre a forma dos contratos, os atípicos representam 87% do portfólio, contra 13% de atípicos.

Por fim, quanto aos indicadores, o BTLG11 tem 74% de seu patrimônio indexado ao IGMP e, os restantes 24%, ao IPCA.

Distribuição da receita do fundo

Atualmente, o fundo possui 8 inquilinos. Nesse sentido, os mais representativos em termos de receita são BRF (32%), Femsa (18%), Natura (15%) e Itambé (10%).

Quanto aos prazos dos recebimentos, 90% dos pagamentos dos inquilinos ocorrerá após 2024, e 47%, depois de 2030.

Rentabilidade

Nos últimos 12 meses, o fundo apresentou rentabilidade de 13,2%, contra 4,7% do IFIX e 3,3% do CDI.

No entanto, se considerarmos os últimos 24 meses, a sua rentabilidade atingiu 87%. Por sua vez, nesse período, o IFIX acumulou alta de 30%, e o CDI, de 8,8%.

Em relação ao resultado, o fundo obteve R$ 2,3 milhões no mês de agosto, e a distribuição por cota foi de R$ 0,33.