BTG (BPAC11) tem viés positivo para Oi (OIBR3) após balanço do 4TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Oi

Em análise divulgada nesta segunda-feira (29) o BTG Pactual (BPAC11) ressaltou que as receitas da Oi (OIBR3) cresceram sequencialmente por mais um trimestre. “Uma excelente oportunidade de investimento”, dizem os analistas, ao recomendar a compra da empresa.

“Estamos confiantes de que a venda da operação móvel e da empresa de infraestrutura será concluída de forma satisfatória e projetamos um bom crescimento proveniente dos negócios de fibra da empresa”, diz o BTG.

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O preço-alvo de soma das partes para a empresa é de R$ 3,10, indicando um potencial de valorização de 58%.

Os resultados da Oi no 4T20 vieram em linha com as estimativas do BTG.

A receita caiu 2,9% a/a, atingindo R$ 4,7 bilhões, mas cresceu sequencialmente por mais um trimestre (+ 1,5% t/t no 4T, após crescer 3,5% t/t no 3T).

As receitas de serviços residenciais (34% do total de receitas) sofreram mais (-5,7% a/a), mas permaneceram estáveis sequencialmente, uma vez que as receitas adicionais de fibra estão compensando inteiramente o declínio nos negócios de legado (as receitas de FTTH já representam 30% das receitas residenciais vs. 7% há um ano).

O EBITDA ficou em R$ 1,5 bilhão, estável a/a, e a margem EBITDA atingiu 30,9%, + 1,0p.p. a/a.

Fibra ótica da Oi cresce em ritmo rápido

A implantação da fibra continuou em um ritmo muito rápido no 4TRI20, diz o BTG.

Pelo segundo trimestre consecutivo, a receita de banda larga da Oi não caiu t/t. As vendas de FTTH atingiram R$ 480 milhões no 4TRI20 (+ 289% a/a) e a Oi encerrou o trimestre com 9,1 milhões de HPs (homes-passed) e 2,1 milhões de clientes conectados (take rate de 23,2%).

A expansão da rede de fibra continuou em ritmo acelerado (67% do Capex do 4T20 de R$ 1,7 bilhão foi para fibra), tendo ultrapassado 1,2 milhão de residências com fibra no 4T20 e adicionado 360 mil clientes.

Caixa de R$ 4,6 bilhões

A Oi encerrou o trimestre com R$ 4,6 bilhões em caixa e com aumento de R$ 545 milhões na dívida líquida no 4T20.

“Os investimentos em fibra muito elevados é o que tem pressionado a posição de caixa da empresa. Esperamos a venda de ativos (torres, data centers, operações móveis e uma participação na InfraCo) para ajudar a financiar a rápida implantação de fibra da empresa”.

A Oi encerrou o 4T20 com dívida bruta consolidada de R$ 26,4 (vs. R$ 26,9 bilhões no 3T20).

Expansão do FTTH para o estado de São Paulo

A Oi anunciou planos para lançar o Oi Fibra em São Paulo.

Segundo a empresa, os testes foram feitos no 1T21 e agora pretendem iniciar as operações B2B e B2C em SP no 2T21.

A empresa destacou que tem infraestrutura FTTH pronta no estado, com 5.200km de rede. O plano é ter 400 mil HPs em 2021 e um potencial de 2 milhões em 2022.

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