BTG (BPAC11): Rumo (RAIL3) tem melhorado a dinâmica competitiva

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Após ajustes de estimativas para o novo guidance da Rumo (RAIL3), o BTG (BPAC11) atualizou o preço-teto do ativo para R$ 27 (antes era R$ 28). A recomendação é de compra.

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (12), a empresa tem melhorado a dinâmica competitiva.

O valor ainda não leva em conta a incorporação do projeto Lucas do Rio Verde, que elevaria nosso o preço-teto para R$ 30.

O novo guidance da Rumo divulgada no início do mês passado ficou um pouco abaixo das estimativas do BTG (com EBITDA inferior e capex mais alto, enquanto os volumes estiveram principalmente em linha com a expectativas do BTG).

“Estamos, portanto, diminuindo ligeiramente nossos números para cair dentro do novo intervalo esperado”, afirmam os analistas.

Assim, agora estão sendo considerados volumes de 2021 e 2025 de 74 bilhões de TKU e 107 bilhões de TKU, respectivamente (contra o guidance de 72-76 bilhões de TKU e 99-109 bilhões de TKU). O EBITDA de 2021 e 2025 de R$ 4,3 bilhões e R $ 7,5 bilhões, respectivamente (vs. guidance de R$ 4,0-4,4 bilhões e R$ 7-8 bilhões, respectivamente).

Lucas do Rio Verde continua sendo uma prioridade

A aprovação da LDRV continua sendo a principal prioridade da Rumo e tem diminuído constantemente os riscos, diz o BTG.

No entanto, a questão chave continua a ser a definição do caminho adequado para a sua implementação, seja na forma de um aditivo contratual à concessão da Malha Norte concessão ou leiloar o projeto por meio de um processo de licitação pública.

“Nós esperaramos uma decisão a respeito após a aprovação das licenças ambientais para o projeto, atualmente em poder da secretaria de meio ambiente do estado de Mato Grosso. Em nossas estimativas preliminares, prevemos um IRR real de 16% para o projeto, portanto levando a um VPL de R $ 6 bilhões (não incluído em nosso TP)”, diz o BTG.

Viés positivo para Rumo

À medida que o corredor Sul ganha competitividade na exportação de grãos (falta de visibilidade no Ferrogrão, melhoria de capacidade na Malha Norte e potencial de expansão para LDRV), o BTG vê um cenário de melhora gradativa para a Rumo.

“Continuamos a acreditar que a empresa tem uma sólida tese de investimento, com ela se beneficiando do crescimento das exportações de grãos do Brasil, como a orientação revisada se mostrou um futuro mais brilhante para o mercado endereçável da Rumo; e expansão da capacidade ferroviária, não só no estado de MT, mas também com o ramp-up da malha central”, afirmam os analistas.

Conforme a geração de caixa melhorar no futuro, o BTG espera que a empresa se torne mais capitalizada e mais preparada para assumir outros projetos relevantes, como a Lucas do Rio Verde.