BTG (BPAC11): Rodrigo Limp tem condições de navegar entre o campo político e administrativo da Eletrobras (ELET6)

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Pedro França/Agência Senado

A escolha de Rodrigo Limp para ser o novo CEO da Eletrobras (ELET3; ELET6) foi elogiada pelo BTG Pactual (BPAC11). As ações subiam 4,46% (ELET6) e 5,98% (ELET3) até as 16h desta quinta-feira.

Relatório publicado nesta quinta-feira (25) ressalta que o foco agora é na aprovação da Medida Provisória 1.031, que prevê a capitalização da Eletrobras.

Para isso, segundo os analistas, é necessário alguém que conheça os detalhes regulatórios das discussões relacionadas ao processo de capitalização da Eletrobras e também alguém que saiba como navegar na arena política. “Acreditamos que o Limp pode fazer os dois”, ressalta o analista do BTG João Pimentel.

Diretoria aprova Rodrigo Limp

A diretoria da Eletrobras aceitou o nome apresentado pelo acionista controlador ontem e a Eletrobras divulgou fato relevante mencionando que seu conselho de administração está recomendando Rodrigo Limp como CEO.

Seu nome foi sugerido pelo governo federal (pelo presidente Jair Bolsonaro), embora seu nome não constasse originalmente da lista elaborado pela empresa de headhunting Korn & Ferry, contratado para encontrar o sucessor de Wilson Ferreira. Ele renunciou ao cargo que ocupava desde 2016 após convite para liderar a BR Distribuidora.

Limp ocupa hoje o cargo de secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia.

BTG saúda indicação de Limp

“É justo presumir que encontrar um CEO de alto nível da iniciativa privada não seria uma tarefa fácil”, diz o BTG.

O BTG destaca que desde que ingressou no governo, Limp tem trabalhado fortemente a favor da privatização da Eletrobras.

“Ele é um nome muito técnico, apesar de não ter uma formação em gestão empresarial”, pontua a análise.