BTG (BPAC11): revisão tarifária da Sabesp (SBSP3) deve ser positiva; papéis sobem 2,49%

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Sabesp (SBSP3)

O recente anúncio de revisão tarifária da Sabesp (SBSP3) deve impactar positivamente no mercado, diz o BTG Pactual (BPAC11). As ações subia 2,49% às 13h desta sexta-feira (09).

A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) autorizou a Sabesp a aumentar a tarifa em 7,6% para o segmento residencial e propondo também uma revisão na estrutura tarifária para 2022.

A tarifa média final a partir de outubro de 2020 foi fixada em R$ 4,9534/m³, superior ao valor preliminar de R$ 4,8413/m³, que se traduz em um P0 de R$ 5,1213/m³ a partir de fevereiro de 2021, diz o BTG.

O RAB líquido também aumentou para R$ 55.893 bilhões.

RAB líquido inclui: R$ 3,2 bilhões relativos a investimentos erroneamente excluídos de sua 1ª revisão tarifária, R$ 4,4 bilhões de investimentos feitos entre jul/19 a dez/20; e R$ 2,64 bilhões de 7 novos municípios, principalmente representado por Santo André – não incluso na preliminar – com R $ 1 bilhão e Guarulhos com R$ 1,36 bilhão.

“A depreciação regulatória subiu para 3,31% vs. a preliminar 2,54%. No entanto, as inspeções de campo ainda não foram feitas devido às restrições da Covid19, e ajustes podem ser feitos quando isso acontecer”, diz o BTG.

Os custos totais de R$ 7,76 bilhões permaneceram praticamente inalterados quando comparados ao valor preliminar da Sabesp.

Nova estrutura tarifária da Sabesp

A Sabesp anunciou também a sua nova estrutura tarifária. A nova tarifa será composta por um valor fixo por conexão – para cobrir custos fixos relacionados à infraestrutura – e uma quantia variável baseada em volumes (m³).

A carga mínima de 10m³/mês foi eliminada uma vez que não forneceu o incentivo adequado para o menor consumo de água para este grupo de consumidores. Além disso, haverá uma tarifa única, independente da região, e ali será feita a diferenciação por tipo de serviço (água, coleta de esgoto e tratamento de esgoto).

A tarifa para 2021 ainda será baseada na estrutura tarifária atual, enquanto a nova estrutura será aplicada a partir de 2022.

O impacto estimado da revisão tarifária para consumidores residenciais em 2021 é de 7,6%, sendo os reajustes tarifários reais para 2022, 2023 e 2024 fixados em + 1,5%, + 3% e 4,6%, respectivamente.

A recomendação de compra foi mantida, com preço-alvo de R$ 56.