BTG reitera recomendação de compra para Vale (VALE3)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Vale

Em relatório, assinado pelos analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, o BTG escreveu que “a Vale (VALE3) teve sucesso em abordar as principais preocupações dos acionistas no ano passado”.

Na frente operacional, a gestão tem proporcionado estabilidade operacional e crescimento recentemente, e está a caminho de cumprir sua orientação de 315-335Mt em 2021.

De acordo com o BTG, os dividendos estão bem encaminhados e vemos retornos de caixa relevantes para 2021 (13-15% produção).

No ESG, a gestão continua gradualmente preenchendo a lacuna e está procurando tornar-se referência no setor nos próximos anos.

Segundo estimativas do Banco, a Vale está sendo negociada em níveis subavaliados de 3,0x EV / EBITDA 21 (desconto excessivo para pares de 30-35% vs. níveis justos de 15-20%).

Dessa forma, o BTG reitera recomendação de compra para Vale (VAL3).

Produção da Vale ligeiramente abaixo do esperado

A Vale divulgou ontem relatório de produção um tanto fraco em relação às expectativas, mas entregou melhora na comparação ano a ano devido a produção de minério de ferro.

Embarques totais de minério de ferro de 65,6Mt (finos + pelotas) saiu cerca de 5% abaixo da estimativa do BTG, impactado pela sazonalidade e algum acúmulo mínimo de estoque.

Conforme o banco, não há motivo para preocupação, pois a empresa está bem posicionada para entregar perto do topo de sua orientação de minério de ferro de 315-335Mt para 2021, e já está operando com capacidade de 327Mtpa.

Com os preços do minério de ferro oscilando US$ 180 / t e Carajás sendo vendido por US $ 215 / t, o BTG acredita que há riscos de alta relevantes para estimativas de consenso – já que o EBITDA está atualmente próximo a US$ 45 bilhões em uma base de marcação a mercado.

Neste cenário, o BTG acredita que há pouco mérito em focar em um menor perda de saída, especialmente porque estamos confiantes de que a orientação pode ser cumprida (parte superior do alcance).

Acredita que a empresa está definida para entregar retornos de caixa totais em torno de aproximadamente 15% para
2021.

Produção de minério de ferro cresce de forma constante, embora um pouco mais lenta

A Vale relatou números gerais de melhoria no 1T21, embora mais lentos q / t devido aos sazonalidade no início do ano e alguns pequenos problemas temporários.

Os embarques ficaram em 65,6Mt, 5% abaixo do esperado, o que representa um ganho de 11% a / a. O resultado é explicado por 59,3Mt de finos + 6,3Mt de pelotas.

A produção foi maior em 68Mt (mais próximo do nosso número de 69Mt), que é um aumento de 14% a / a.

O anual melhoria é explicada em grande parte por retomada da capacidade em Timbopeba, Fábrica e
Vargem Grande ao longo de 2020; e melhor desempenho no Sistema Norte (principalmente em chuvas mais baixas).

A Vale encerrou o 1T21 em um run-rata de 327Mtpa (+ 7Mtpa q / q), devido ao comissionamento das linhas de beneficiamento de Timbopeba. Vale manteve seu orientação de atingir 400Mtpa até 2022.