BTG: Vale (VALE3) tem recomendação de compra reiterada

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Divulgação vale

Em relatório, o BTG reforçou a recomendação de compra para o ADR da Vale (VALE3), com preço-alvo de US$ 17,00. Isso porque, segundo o banco, os papéis da mineradora são inegavelmente baratas sob qualquer métrica.

O banco vê a negociação de ações da Vale abaixo 3,5 vezes Ebitda em 2021, o que significa que é negociada abaixo de seus pares.

A história de transformação da Vale nos últimos anos tem sido digna de nota, marcando o renascimento de uma gigante da mineração.

Conquiste sua Independência Financeira. Conheça os 4 Pilares para Investir

Por lado, a tragédia de Brumadinho exerceu uma onda de choque sobre a gestão para mudar a direção da empresa.

A agenda de segurança e ESG se tornaram metas primordiais de longo prazo, como a Vale preocupada em restaurar a credibilidade junto à sociedade.

Embora houvesse receio de como a agenda acionista seria tratada neste novo ambiente, temos a convicção de que a Vale vai permanecerá altamente “amigável ao acionista” daqui para frente. Uma alocação de capital disciplinada e um forte impulso de retorno de caixa devem permanecer, mesmo que a empresa enfrentando infortúnios recentes.

Redução gradual dos riscos

Embora o BTG avalie que as ações da Vale sejam inegavelmente baratas sob qualquer métrica, ele acredita que a redução do risco será um processo gradual baseado em três pilares:

  • retornos em dinheiro (dividendos);
  • uma forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e
  • melhora marginalmente da percepção ESG (longo prazo).

Pontos positivos

  • Vale continua sendo uma das grandes empresas mais baratas, negociando na 3,4x EV / Ebitda projetado para 2021;
  • Retorno de caixa: um dos melhores “carry” do Ibovespa, e acredita-se que a empresa entregue retornos de caixa de cerca de 13% em 2021;
  • Crescimento: este é um dos únicos players de minério de ferro com crescimento de volume no médio prazo. A Vale pode crescer perto de 30% no agregado de 2020-23 dado o atual efeitos de base;
  • Reclassificação gradual: crescente foco da gestão em ESG;
  • Lacuna injustificada para pares australianos: a Vale atualmente negocia com um desconto de cerca de 40% para os pares australianos, que o BTG considera excessivo; e
  • Hedge de USD, assumindo que o cenário fiscal no Brasil piora ainda mais.

Negativos

  • Resta indenização total das tragédias de Brumadinho e Samarco algo pouco claro para os participantes do mercado e pode impactar a avaliação;
  • A percepção de risco em torno dos embarques de minério de ferro ainda está em vigor e a regulamentação meio ambiente no Brasil continua desafiador;
  • Potencial excedente de fundos de pensão e BNDES vendendo participações na Vale. O BTG estima que cerca de 10% do capital total da Vale poderia chegar ao mercado durante nos próximos 12-18 meses;
  • Vale ainda carrega um alto desconto dada a memória de Brumadinho e percepção de maior risco de segurança;
  • A mineradora ainda tem perdas de fluxo de caixa relevantes (por exemplo, VNC, carvão).

Dividendos

Em relatório, o BTG escreveu que “é reconfortante ver que a Vale continua altamente comprometida com o retorno de caixa, mesmo em meio a intenso fluxo de notícias vindo de promotores nos últimos meses. A Vale sinaliza claramente ao mercado que está confortável com a alavancagem atual, esforços de reparação e saídas futuras”.

Projeções para Vale

 Leia Mais

Melhor investimento: onde investir durante e após a crise

Teste de impairment: para que serve e qual a sua importância?

Se você quer saber mais sobre o mercado de ações e como investir, preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato