BTG reitera recomendação de compra para SLC Agrícola (SLCE3)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / SLC Agrícola

Em relatório, o BTG destacou a expansão do Ebitda da SLC (SLCE3) no quarto trimestre de 2020. O Ebitda subiu 102% a / a e 35% acima da estimativa do banco.

O preço da soja por tonelada foi 60% maior na comparação ano a ano, e as margens unitárias garantidas aumentaram 128%.

Os volumes de vendas de milho foram mais forte do que o esperado, e o preço de venda (+ 94% a / a) também gerou uma contribuição recorde.

O lucro líquido totalizou R$ 183 milhões, 44% acima do esperado e 117% maior a / a, totalizando R $ 489 milhões em 2020, enquanto a geração do fluxo de caixa (FCF) no ano foi de R $ 413 milhões. O índice de alavancagem líquida encerrou o ano em 1,8 vez.

Conforme o BTG, a SLC continua sendo um dos poucos e mais fortes player a surfar o boom dos preços das commodities.

Assim, o banco reiterou a recomendação de compra para SLC, com preço-alvo de R$ 51,00.

Rendimentos de 2021 seguem inalterados

Com quase metade da soja de 2021 já colhida, a SLC manteve suas projeções de rendimentos agrícolas para 2021 inalteradas, apesar do plantio de soja em 2020.

A única mudança para as projeções de 2021 era de redução de 1% da área plantada, com foco no algodão, parcialmente compensada por uma maior área de milho.

Os custos também permanecem os mesmos em 2021. Em termos de hedge de preços, a SLC evoluiu bem: 2021 as sebes de soja e algodão cobrem agora cerca de 57% e 72% da produção esperada, com preços em reais em alta de 20% e 12% a / a, o que também deve garantir margem a / a expansão, visto que os custos devem crescer a um ritmo mais lento.