BTG recomenda compra de AZUL4, GOLL4, JSLG3 e CCRO3

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O BTG recomendou a compra de algumas ações do setor de Bens de Capital. Entre os nomes escolhidos estão Azul (AZUL), Gol (GOLL4), Embraer (EMBR3), JSL (JSLG3) e CCR (CCRO3).

No segmento de aviação, o banco escreveu que no setor de aviação prefere os players domésticos, Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4).

Dessa forma, atualizou a recomendação para Azul de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 47,00. Enquanto isso, manteve a recomendação de compra para Gol e elevou o preço-alvo de R$ 27,00 para R$ 31,00.

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De acordo com o BTG, o fluxo de notícias sobre a segunda onda de Covid-19 representa o principal risco para indústria, enquanto o desenvolvimento de vacinas em potencial deve se intensificar no futuro, afetando positivamente o desempenho das ações do setor.

Movida (MOVI3)

O BTG Pactual reforçou que a Movida (MOVI3) ainda apresenta drivers de crescimento interessantes, o que leva o banco a continuar comprador no papel, com preço-alvo de R$ 25,00.

Conforme o banco, o sólido balanço da Movida é suficiente para financiar seu plano de crescimento, sem a necessidade de levantar capital adicional.

Além disso, vemos o banco vê ações da movida sendo negociadas a um atrativo 16,6 vez P / E21 e 8,9x EV / EBITDA21, com desconto de 42% e 35% na média do setor, respectivamente.

JSL (JSLG3): M&A faz parte do plano de negócios da JSLG

Na semana passada, o CEO da JSL Logística, Fernando Simões, concedeu entrevista ao Estadão.

Segundo o BTG, os destaques da entrevista foram:

  • a empresa está ativamente em busca de novas oportunidades de M&A, já que as aquisições fazem parte do seu negócio plano;
  • quanto aos setores de interesse da empresa, destacou o transporte de cargas líquidas e produtos químicos;
  • JSL avaliará o processo de privatização dos Correios (empresa dos correios). No entanto, não há uma decisão sobre o formato ou como esse processo vai acontecer, mas eles vão avaliar essa oportunidade dada a sua relevância no segmento de logística rodoviária;
  • Os resultados do terceiro trimestre mostraram que o mercado está em modo de recuperação. Segundo ele, segmentos como autopeças e indústria automobilística apresentam recuperação interessante, enquanto alimentos, cuidados de saúde e limpeza já estão em níveis mais altos do que antes da pandemia;

Dessa forma, Simões reforçou a visão positiva do BTG sobre a JSL Logística, enfatizando que o crescimento inorgânico continuará a desempenhar um papel importante no investimento da JSLG tese.

BTG segue comprador de Santos Brasil (STBP3)

Na última sexta-feira, a Capitania dos Portos de Santos divulgou os dados de vazão do Porto de Santos para o mês de
outubro, mostrando números estáveis ​​na comparação anual e uma melhoria mês a mês de 12%.

O volume total movimentado no Porto no mês somaram 384 mil TEUs. O Tecon Santos da companhia viu seus volumes melhorarem 7% m / m, mas ainda diminuindo em -9% na base anual em Outubro, atingindo 134k TEUs.

O market share do Tecon Santos no mês atingiu 35%, queda de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Segundo a companhia, explicada principalmente pelo ganho de market share da DP World Santos (antiga
Terminal da Embraport), que passou de 21% para 22% em setembro.

Considerando o acumulado do ano, o volume total movimentado no Porto foi de 3,391 milhões TEUs, queda de 2%ano a ano.

O Tecon Santos teve uma redução de 13% a / a em seus volumes no ano de 2020, atingindo 1,223 milhões TEUs.

Assim, o BTG mantém recomendação de compra para Santos Brasil, com base em melhor ambiente regulatório, melhor dinâmica competitiva em Santos, permitindo que Santos retome seus reajustes de preços e perspectivas favoráveis do setor portuário e de infraestrutura.

CCR (CCRO3) registra maior crescimento do tráfego desde a pandemia

A CCR divulgou na última sexta (27) os dados de tráfego da semana de 20 a 26 de novembro. As rodovias sob administração da companhia registraram um forte aumento no tráfego, crescendo 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado foi o maior crescimento desde o início da pandemia de Covid-19.

Na semana, houve aumento de 2,6% de carros de passeio pelos pedágios administrados pela CCR. O número de veículos comerciais subiu 16,1% na semana analisada.

O BTG acredita que o desempenho geral reflete a continuidade da reabertura econômica do Brasil, com veículos pesados ​​apresentando mais resiliência devido à sua importância para a economia, enquanto veículos leves podem apresentar alguma volatilidade até que tenha uma solução definitiva para a pandemia.

Assim, o banco espera que o tráfego mantenha sua tendência de melhora, com o tráfego comercial sustentando seu desempenho médio alto. Já os veículos leves devem começar a se recuperar após atingir o fundo do poço no segundo trimestre.

Embraer (EMBR3) entrega do primeiro jato E-99 modernizado para a FAB

A Embraer anunciou na última sexta (27) que entregou o primeiro jato E-99 modernizado para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo a notícia, o processo de modernização incluiu a atualização dos sistemas de missão e subsistemas afins, incluindo guerra, comando e controle, contramedidas eletrônicas e radar de vigilância aérea, que amplia a capacidade da FAB para realizar missões de Controle de Voo e Alarme e Reconhecimento Eletrônico, entre outras.

O projeto E-99M foi executado pela COPAC com o apoio da Embraer e de diversos fornecedores internacionais, como como SAAB, Aeroelectronica International (AELI) e Rohde & Schwarz.

Além disso, um Embraer Defesa e Segurança, empresa batizada de Atech, participou do desenvolvimento do sistema de comando e controle.

Também foram adquiridas estações de análise para serem utilizadas no treinamento e aprimoramento da tripulação.

O contrato do projeto inclui a modernização de quatro E-99 adicionais, bem como acordos de transferência de tecnologia, o que permitirá avanços tecnológicos para a indústria de defesa brasileira.

Na opinião do BTG, este é um anúncio positivo, pois o projeto tem papel estratégico para a FAB e está alinhado à estratégia da Embraer de diversificar sua defesa e segurança portfólio de produtos para melhor atender às necessidades de seus clientes.

No entanto, o BTG permanece neutro devido aos baixos múltiplos ganhos, especialmente no negócio de aviação comercial.

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