BTG prevê a entrada de Unidas, Copel e JHSF no Ibovespa

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Unidas

A cada quatro meses a B3 (B3SA3) inclui e exclui ativos que compõem o principal índice da Bolsa, o Ibovespa. Para 2021, a expectativa do BTG Pactual (BPAC11) é que três novas empresas façam parte do Ibovespa. São elas: Unidas (LCAM3), Copel (CPLE6) e JHSF (JHSF3).

Mas, segundo o BTG, nenhuma empresa deve deixar o índice.

A prévia das mudanças do índice para janeiro/abril será divulgada em 1º de dezembro.

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A expectativa do BTG é que o peso das novas empresas no Ibovespa seja da seguinte forma: Unidas (0,46%), Copel (0,44%) e JHSF (0,11%).

Processo de “desconcentração” é positivo, diz BTG 

Segundo o BTG, o processo de “desconcentração” do Ibovespa é saudável.

Ou seja, o banco avalia como positivo a entrada de mais empresas no índice, já que historicamente o indicador é muito concentrado.

Com as mudanças, o Ibovespa passaria a ter 80 papéis de 77 empresas.

Há um ano, por exemplo, das 71 ações que faziam parte do Ibovespa, as 8 primeiras concentravam 50% do índice.

Assim, com 80 ações, as empresas que concentrarão 50% do índice serão 10.

A maior mudança será nos papéis da própria B3, cuja representação no índice deve subir 0,70 p.p. (de 4,78% para 5,47%).

Bancos e empresas de aluguel de carros

Ex-bancos financeiros vão ganhar mais peso no rebalanceamento (+ 0,65p.p.) graças à ponderação mais elevada da B3.

Empresas de aluguel de carros e logística e utilidades também ganharão relevância com as adições de LCAM3 e CPLE6.

Por outro lado, destaca o BTG, a ponderação de bancos cairá 0,65p.p. devido aos pesos menores de Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4, BBDC3).

Modificações no IBrX-50 e no IBrX-100

Outros dois índices, IBrX-50 e no IBrX-100, também terão mudanças.

No IBrX-50 o BTG prevê que entrarão TOTS3, QUAL3 e PRIO3 e sairão as empresas HAPV3, YDUQ3 e MRVE3.

Já para o IBrX-100, a expectativa é de entrada de LWSA3, MEAL3 e HBOR3 e a saída de CSMG3, BIDI4 e BPAN4.

Rebalanceamento futuro

O BTG também fez uma projeção de como deve ficar o Ibov entre 21 de maio e 21 de setembro.

Assim, a expectativa é que, além das três já mencionadas, outras três devem fazer parte do índice em abril: Alpargatas (ALPA4), Locaweb (LWSA3) e Eneva (ENEV3).

Para setembro, a previsão é de entrada de Light (LIGT3) e Duratex (DTEX3).

Assim, até setembro de 2021, o Ibovespa pode ter 85 empresas.

“Se compararmos os números de hoje com os vistos apenas 3 anos atrás, vemos que 20 empresas passaram a fazer parte do índice desde então”, diz o BTG.

 

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