BTG mantém postura positiva em relação à Oi (OIBR3) após resultados do 3TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Oi

Em análise divulgada nesta sexta-feira (13) o BTG Pactual (BPAC11) manteve a postura positiva em relação à Oi (OIBR3).

As receitas caíram 6,2% a/a, atingindo R$ 4,6 bilhões, com receitas residenciais (35% das rotações totais) sofrendo mais.

“É importante notar que o grande aumento nas receitas de fibra levaram as receitas residenciais a crescer entre os trimestres. Isso significa que a rede de fibra ótica teve crescimento da receita no 3T20 maior que a queda na receita total da Oi”, diz a análise do BTG.

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As receitas de fibra ótica já correspondem a 24% das receitas residenciais – era de 4% há um ano.

Já o Etbida da Oi ficou em R$ 1,4 bilhão. Ou seja, aumento de 2,4% a/a, e a margem Ebitda atingindo 30,9%, + 2,6p.p. a/a.

Fibra ótica da Oi faz banda larga crescer

O BTG ressalta que a aceleração na implantação da fibra ótica já começa a gerar resultados.

Assim, pela primeira vez desde o 3T17, a receita de banda larga da Oi cresceu no comparativo entre os trimestres.

“Isso é algo que deve continuar nos próximos trimestres, já que a receita de fibra tende a crescer mais”, dizem os analistas Carlos Siqueira e Osni Carfi.

As vendas da fibra ótica atingiram R$ 383 milhões no 3T20 (+ 388% a/a). A Oi encerrou o trimestre com 7,9 milhões de HPs (endereços) e 1,7 milhão de clientes conectados (taxa de adesão de 22,2%).

A expansão da rede de fibra continuou em ritmo acelerado (69% do Capex de R$ 2 bilhões do 3T20 foi para fibra). Assim, ultrapassou 1,1 milhão de lares com fibra no 3T20 e adicionado aproximadamente 450 mil clientes.

Melhor posição em caixa

A Oi encerrou o terceiro trimestre de 2020 com R$ 5,7 bilhões em caixa, reportando um consumo de caixa de R$ 384 milhões em 3T20 (vs R$ 1,1 bilhão no 3T19).

Este melhor consumo de caixa reflete principalmente o recebimento da última parcela da venda da Unitel (US$ 40 milhões). Além do pagamento antecipado das demais parcelas referentes ao superávit da Sistel no trimestre (R$ 460 milhões).

A Oi acabou o 3T20 com dívida bruta consolidada de R$ 26,9 bilhões. Ou seja, aumento de R$ 814 milhões em relação ao 2T20, principalmente devido à desvalorização do real frente ao dólar.

Recomendação de compra da Oi

Por fim, diante dos dados do balanço do 3TRI20, o BTG recomenda a compra da Oi. O preço alvo é de R$ 2,80.

“Mantemos nossa postura positiva em relação ao nome, uma vez que a administração está executando perfeitamente o plano de recuperação estabelecido há alguns meses e aprovado pelos credores gerais em reunião realizada em meados de setembro. O leilão de venda da unidade móvel está definido para 14 de dezembro. E a licitação da InfraCo também está no radar para este ano”, diz o BTG.

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