BTG Pacutal (BPAC11) vê cenário favorável para setor de celulose

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Relatório do banco BTG Pactual (BPAC11) vê momento favorável para o setor de celulose. Tanto que mantém recomendação de compra dos papéis da Suzano (SUZB3) e da Klabin (KLBN11). O preço calculada para a primeira é de R$ 72,10 por ação. Já a segunda, tem o valor calculado em R$ 30,05.

O Conselho Mundial Produtos de Papel e Celulose (PPPC, na sigla em inglês), tem observado que a demanda global tem sido inferior nos dois primeiros meses deste ano. A comparação é feita com o ano passado. De acordo com o órgão mundial, demanda tem registrado uma retração de 5,5% com relação ao mesmo período do ano passado.

BTG (BPAC11): preços tem crescido na China

O relatório mostra um viés de alta na China. Além disso, o documento mostra uma forte valorização após abril de 2020, com uma tendência quase vertical nos preços.

No mercado chinês, esse fato ocorre tanto na polpa de celulose de fibra curta (BHKP) quanto na celulose de fibra longa (NBSK).

A celulose BHKP atingiu em abril, US$ 779,82 por tonelada. Enquanto isso, o tipo NBSK, atingiu US$ 976,81/tonelada. Estes são os mais altos valores desde abril de 2018. Naquela ocasião, o NSBK chegou bater US$ 900 por tonelada.

Europa tem preços também em alta

No mercado europeu, a celulose também tem viés de alta. Porém, não tem atingido a mesma velocidade do que o observado na China. A celulose de fibra curta atingiu em abril US$ 900 por tonelada. Já o tipo de fibra longa, chegou a atingir US$ 1.100 por tonelada, de acordo com o BTG.

Apesar desse aumento está longe do pico entre abril de 2018 e abril de 2019. Naquela ocasião, a celulose fibra curta, na Europa, esteve acima de US$ 1.000 a tonelada. Já o tipo fibra longa, chegou a superar US$ 1.200 por tonelada.

No fim de março, acompanhando o mercado mundial, a Suzano promoveu um aumento dos preços. Para a China, a empresa estabeleceu um preço de US$ 780 a tonelada, o que representa alta de US$ 60 a tonelada em relação ao mês anterior.

Enquanto isso, nos EUA, o reajuste é de US$ 100 a tonelada (para US$ 1.240 da tonelada), mesmo acréscimo para o mercado europeu, onde a tonelada passa para US$ 1.010.