BTG Pactual (BPAC11) se mantém comprado em Hidrovias do Brasil (HBSA3) com preço-alvo em R$ 11,00

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Hidrovias do Brasil

O BTG Pactual (BPAC11) destacou em relatório sua visão otimista frente a Hidrovias do Brasil (HBSA3), de modo que se mantém comprado nos ativos da companhia, com preço-alvo em R$ 11,00.

Participando do dia do investidor na quinta-feira (22), o BTG Pactual destacou o seguinte:

  • Corredor Norte continuará conduzindo a história de crescimento de volume;
  • Oportunidades de crescimento no Corredor Sul, orgânica e inorgânica, já que a Hidrovias do Brasil planeja 14% de ganho de market share, impulsionado pela Imperial;
  • Desalavancagem continuará, visando 3-3,5x dívida líquida / Ebitda para os próximos anos;
  • Eles permanecem otimistas com a aprovação do Ferrogrão e forneceram insights inestimáveis ​​sobre os diferentes cenários de volume de LT em Mato Grosso, dependendo do desenvolvimento da oferta de infraestrutura na região.Eles ainda veem um crescimento sólido de LT devido à enorme lacuna de infraestrutura do Brasil.

A Hidrovias do Brasil divulgou ontem seu Guidance para 2021-25, com números mais fortes do que o esperado, de acordo com o BTG.

Considerando o ponto médio, a companhia espera que o Ebitda ajustado aumente em um CAGR 21-25 de 11% contra 6% estimado pelo BTG Pactual.

Acordo com a TGRM para compra de terreno

No final de março, a Hidrovias do Brasil assinou acordo com a TGRM estabelecendo o compromisso de compra de 104,6 hectares de terreno em Porto Velho (Rondônia).

O negócio visa reforçar o seu posicionamento estratégico no Corredor Norte, de forma a explorar o potencial de mercado de Porto Velho e integrar ainda mais a sua atuação no Corredor Norte.

A incursão em Porto Velho replicou sua movimentação em Mirituba (Itaituba-Pará), com a companhia se tornando o primeiro portador de marca branca da região, antes dominada por portos administrados por tradings (logística interna).

De acordo com o BTG, a mudança foi bem recebida pelo mercado, pois aumentou a exposição da Hidrovias do Brasil ao crescimento da logística do Corredor Norte, explorando a região de Porto Velho, onde as operações estão programadas para começar em 2023, enquanto os volumes são estimados em 1,3-1,5 milhões de toneladas em 2025 (13 % do volume esperado para o Corredor Norte no período).

Segundo o banco, a companhia planeja aumentar sua participação de mercado na região Norte de 12% para 15%, com a grande ajuda de Porto Velho.

Compra da Imperial South America

Esta semana, a Hidrovias do Brasil anunciou a aquisição da Imperial South America em um negócio avaliado em US$ 85 milhões

De acordo com o BTG, a nova aquisição deve impulsionar a presença da companhia no corredor logístico Sul e ajudar a manter a estratégia de diversificação de produtos e moedas.

“A expansão da frota tornará a HBSA uma das maiores operadoras de barcaças na hidrovia, ainda atrás da Atria Soluciones Logisticas, mas ultrapassando a InterBarge e a ADM”.

A Hidrovias do Brasil planeja aumentar sua participação de mercado no Corredor Sul de 15% para 29%, com uma grande ajuda da Imperial.