BTG Pactual (BPAC11) lança o primeiro ETF ESG no Brasil

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: BTG Pactual divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) anunciou nesta segunda-feira (05) seu primeiro ETF ESG (fundo de índice negociado em bolsa que considera aspectos ambientais, sociais e de governança das empresas constituintes). O ETF é indexado e replica o Índice S&P/B3 Brazil ESG. O produto será viabilizado pela plataforma de negociação da B3 e terá como ticker de negociação a sigla ESGB11.

O ETF é o primeiro do banco a ser baseado de um índice ESG. Além disso, há extensa representatividade de mercado, sendo composto por 96 ações. Este oferece aos investidores uma nova opção de investimento em empresas comprometidas com melhores práticas de sustentabilidade.

O novo fundo está disponível na plataforma digital do banco e também será distribuído por outros parceiros do mercado. O ESGB11 chega para atender uma demanda de investidores que valorizam ESG como parte de suas estratégias de investimento.

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De acordo com Andrea Weinberg, sócia e gestora de renda variável da BTG Pactual Asset Management, o mercado de ETFs ESG já é bastante desenvolvido em outros países, com fundos consolidados, mas ainda pouco explorado no Brasil. “Estamos suprindo uma agenda que tem grande potencial de crescimento nos próximos anos”, afirmou.

O diretor de Produtos Listados da B3, Mario Palhares, acrescenta que ETFs são oportunidades de diversificação de investimentos. “Trata-se de um produto acessível, que atende a todos os tamanhos de investidores, razão pela qual tem se tornado cada vez mais popular em um cenário de juros baixos como o que vivemos hoje”, disse.

Baixas taxas de administração, liquidez imediata, baixo investimento mínimo e simplicidade são os principais diferenciais dos ETFs.

Índice S&P/B3 Brazil ESG

O Índice S&P/B3 Brazil ESG foi lançado em setembro deste ano em uma parceria entre a S&P Dow Jones e a B3. Este segue o sistema de avaliação ESG reconhecido internacionalmente e utilizado no índice Dow Jones Sustainability Index.

Um dos seus maiores benefícios é a diversificação. As 10 maiores empresas representam 39% do total do Índice ESG versus 45% no Ibovespa e 62% no ISE. Conforme estudos da S&P, o índice apresentou um dos melhores desempenhos do mercado no acumulado médio e longo prazos e com a melhor relação de risco/retorno.

“Recentemente, aspectos ESG passaram a ter relevância sem precedentes para investidores. Vimos uma demanda crescente por índices que incorporam dados e princípios de sustentabilidade em suas metodologias” afirma Reid Steadman, Diretor Executivo e Chefe Global de Índices ESG da S&P DJI. 

“Estamos entusiasmados em trabalhar com o BTG Pactual e a B3 no desenvolvimento deste índice inovador, que tem como finalidade permitir que os investidores brasileiros atinjam seus objetivos de investimento ESG”, complementa Steadman.

Ademais, as empresas envolvidas acreditam que o índice vai fomentar melhores práticas de ESG no mercado de capitais brasileiro.

Além disso, o produto fornece exposição central ao mercado de ações brasileiro e promove empresas com as melhores avaliações ESG. O índice utiliza as empresas listadas na B3 e que compõem o S&P Brazil BMI (Broad Market Index). Com exceção, entretanto, daquelas que não são cobertas pela S&PDJI, não são aderentes aos princípios do Pacto Global da ONU ou fazem parte de setores específicos.