BTG Pactual (BPAC11): impacto no fechamentos dos shoppings da Br Malls (BRML3) é negativo

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: BRMalls (BRML3)

Conforme relatório divulgado pelo BTG Pactual (BPAC11), o “impacto líquido” relacionado ao fechamento dos shoppings que compõem a carteira do Br Malls (BRML3) é negativo para todas as empresas, exceto para o Iguatemi (localizado em POA).

“Se assumirmos tudo o que já foi anunciado, na sexta-feira (26) devemos esperar: (i) a Aliansce Sonae terá 16% da ABL aberta (contra 31% na semana passada); (ii) BR Malls 26% (vs. 36% antes); (iii) CCP com todos os shoppings fechados; (iv) Iguatemi foi impactado positivamente, com 16% da ABL aberta (de 2%); (v) JHSF está estável em 23%; e (vi) 20% da ABL aberta da Multiplan (vs. 22%)”, destacou o relatório elaborado pelos analistas do banco.

A situação piorou nas últimas semanas

Nas últimas semanas a situação se agravou com a utilização de leitos de UTI ainda muito elevada (acima de 80% em 25 estados), enquanto infecções e mortes continuam quebrando novos recordes trágicos.

Assim, as autoridades continuam aumentando as restrições às operações de varejo, que também estão impactando os shoppings.

No estado do Rio de Janeiro, o governador decretou feriado prolongado (de 26 de março a 4 de abril ), enquanto prefeitos de duas das principais cidades do Rio (Rio de Janeiro e Niterói) também decretaram um lockdown de 10 dias, de sexta-feira (26 de março) a domingo (4 de abril), de modo que os shoppings do Rio e de Niterói terão que ficar fechados nesse período.

Já em Porto Alegre, as autoridades suspenderam as restrições aos shoppings durante a semana (podem ficar abertos entre 10h e 20h), mas deverão permanecer fechados nos fins de semana.

Em Santa Catarina os shoppings podem permanecer abertos também aos finais de semana (12 horas / dia).

Apesar do cenário negativo, o BTG Pactual declarou que mantém uma visão positiva sobre o setor.

“Acreditamos que a avaliação é muito atraente (já que as ações dos shoppings não se recuperaram tanto das perdas relacionadas à Covid-19 desde março de 2020) e a perspectiva de médio prazo é favorável (com o desenrolar da vacinação, as coisas começarão a se normalizar – provavelmente no 2S21)”.