BTG Pactual (BPAC11) confirma que Acqua-Vero aceitou proposta para ser agente autônomo

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Reprodução/BTG (BPAC11)

O BTG Pactual (BPAC11) confirmou, em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quarta (19), que a Acqua-Vero aceitou proposta para ser contratada pelo banco como agente autônomo.

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Em Fato Relevante, o BTG diz que a proposta prevê que o banco apoiará o projeto da Acqua-Vero de atuar –após a obtenção das aprovações regulatórias – como uma corretora de valores mobiliários.

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Além disso, a Acqua-Vero informou ao grupo XP, empresa com a qual tinha contrato, de sua decisão. A Acqua se manterá vinculada ao grupo pelo prazo contratual de 60 dias.

O BTG esclarece também que “transações envolvendo agentes autônomos de investimentos representam negócios corriqueiros e, portanto, usualmente não são passíveis de divulgação por meio do banco”.

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A Acqua é um escritório que administra uma carteira de R$ 8,5 bilhões.

BTG: Banco Sistema tem aquisição aprovada

Nesta quarta, o BTG informou também que sua subsidiária, o Banco Sistema, teve aprovação do Banco Central do Brasil para a aquisição da totalidade das ações ordinárias do Banco Pan (BPAN4) e de titularidade da CaixaPar — subsidiária da Caixa Econômica Federal.

Essas ações são representativas de 49,2% do capital social votante do Banco Pan, equivalente a 26,8% do capital social total do Banco Pan, totalmente subscritas e integralizadas.

No último dia 3, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que foi aprovada, sem restrições, a compra da participação, por meio de ações ordinárias, da CaixaPar no Banco Pan (BPAN4) pelo Banco Sistema, segundo informações do Broadcast/Estadão.

O que o BTG (BPAC11) busca com o Banco Pan (BPAN4)

No início de abril, o BTG Pactual informou que a Caixa Participações, subsidiária da Caixa Econômica Federal, e o Banco Sistema, subsidiária do BTG, assinaram contrato de compra e venda para aquisição da totalidade das ações ordinárias do Banco Pan (BPAN4) de titularidade da CaixaPar.

BTG: operação

O BTG notificou em 22 de abril o Cade a respeito da aquisição das ações detidas pela Caixa Econômica Federal no Banco Pan (BPAN4).

O banco pediu que a operação seja aprovada sem restrições pois “o controle do Banco Pan já era compartilhado pelo Banco BTG Pactual e as participações conjuntas nos mercados em que há sobreposição horizontal são mínimas” e “não possui o condão de alterar o cenário concorrencial”.

Para a conclusão da operação, o Banco Sistema se comprometeu a pagar à CaixaPar o valor total de aproximadamente R$ 3,7 bilhões, valor que corresponde a R$ 11,42 por cada uma das ações objeto da operação.

Com a operação, a Caixapar conclui com sucesso o processo de desinvestimento de sua participação no Banco Pan e o BTG Pactual, que participa de seu co-controle há mais de uma década, passará a consolidar o controle acionário da companhia.

Banco Pan: banco digital que dá lucros

Segundo reportagem da Exame, o motivo de o BTG comprar o Banco Pan é simples: ele se tornou uma espécie de Nubank ou de Inter, mas que já dá lucros.

O Pan quer expandir ainda mais o retorno, depois da virada do negócio, que ficou marcada na transição de 2018 para 2019.

Em 2020, o Banco Pan teve lucro líquido de R$ 656 milhões, com alta de 27%. O retorno sobre patrimônio (ROE) subiu de 11,4% para 12,8%, sem ajustes.

De acordo com a reportagem, com a compra, o BTG deixa claro que aposta no modelo de negócios da instituição, voltada para a classe C.

O Pan preenche o portfólio de frentes no setor financeiro: banco de atacado e investimento, banco de varejo digital, plataforma de investimentos e também financiamento e banco digital para baixa renda.

A compra não vai afetar nos indicadores do BTG que se preparou para aquisições, captou R$ 5 bilhões, entre 2020 e 2021, e vinha acumulando excesso de liquidez.

Após a aquisição do Banco Pan, o Índice de Basileia do BTG deve ir para 16,5%. Assim, vai manter folga no indicador de solvência.

O quarto trimestre do ano passado do Banco Pan é uma boa fotografia de como, após tudo reequilibrado e com a estrutura digitalizada, o plano é acelerar.

Entre outubro e dezembro de 2020, o banco originou R$ 10,2 bilhões em crédito. O valor representa um crescimento de 50% sobre o terceiro trimestre e de 85% sobre o mesmo período de 2019.

 

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