BTG: números da Positivo (POSI3) foram melhores que o esperado

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Positivo

Em relatório, o BTG avaliou que os números do terceiro trimestre deste ano da Positivo (POSI3) foram melhores do que esperado e devem ser bem vistos pelo mercado, com desempenho positivo de vendas de notebooks e alavancagem operacional apesar do cenário cambial ainda desafiador.

Enquanto isso, a saturação das vendas no varejo após o forte desempenho recente e um cenário macroeconômico mais instável podem afetar desempenho da companhia. Além disso, o BTG destaca a demanda reprimida de contratos com o governo e instituições públicas nos próximos anos.

Dessa forma, o BTG mantem a recomendação de compra para Positivo, com preço-alvo de R$ 9,00.

Combinação de vendas e operações mais fortes do que o esperado

A receita líquida atingiu R$ 522 milhões no terceiro trimestre, alta de 13% na comparação ano a ano e 14% acima do estimado pelo BTG,

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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De acordo com o banco, o desempenho impulsionado pela alta das vendas de notebooks (+41% a / a) e tablets (+ 332% a / a), com maior demanda de consumidores que desejam adotar para home office / school.

Como resultado, as vendas de PC no canal de varejo aumentaram 12pp (73% do total de vendas de PCs), enquanto corporativo e as vendas da divisão do governo caíram 1,5 pp e 11 pp, respectivamente.

Já as vendas de celulares foram novamente um destaque negativo, com queda de 20% na comparação anual.

A Positivo encerrou o trimestre com 12,1% e 2,9% de participação de mercado na PCs e celulares, contra 13,9% e 2,7% no terceiro trimestre de 2019, respectivamente.

Por sua vez, as vendas no segmento de servidores foram de R$ 36,2 milhões, retração de 32% na comparação ano a ano, enquanto a receita da divisão tecnologia educacional foi de R$ 5,3 milhões, alta de 24% a / a.

A alavancagem operacional compensou o maior sucesso do câmbio

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve alta de 99% na comparação anual, atingindo 69 milhões. O resultado veio bem acima do estimado pelo BTG, que era de R$ 30 milhões. Enquanto a margem Ebitda ficou em 13,2%, alta de 5,7 pontos percentuais.

Já o lucro bruto atingiu R$ 119,8 milhões, com margem bruta de 23,0%, queda de 3,3 ponto percentual a / a, atingido por um maior câmbio nas matérias-primas.

As despesas gerias e administrativas foram de R$ 113 milhões, alta de 22% na comparação anual, como resultado de maiores despesas de vendas no período devido a maiores penetração do varejo nas vendas totais, levando a maiores despesas de marketing e frete.

Assim, a receita líquida foi de R$ 50,3 milhões, com a empresa também reconhecendo 18% menor despesas financeiras no período e um resultado positivo de R$ 23 milhões proveniente da marcação a mercado de sua posição de hedge.

A dívida líquida da Positivo encerrou setembro em R$ 138,02 milhões. Considerando a posição de caixa de R$ 546,2 milhões, o endividamento líquido da Positivo apresentou redução de 47,2% na base anual.

Já a alavancagem financeira, medida dívida líquida / Ebitda, ficou em 1,3 x ante 1,8 x no terceiro trimestre de 2019.

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