BTG (BPAC11): Movida (MOVI3) tem 1TRI21 sólido e positivo

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).

A Movida (MOVI3) apresentou um resultado sólido e positivo no 1TRI21, diz o BTG Pactual (BPAC11) em relatório divulgado nesta quarta-feira (28).

O “forte conjunto de resultados” esteve em linha com as estimativas dos analistas. Mais precisamente, eles citam a receita líquida de R$ 805 milhões (-20% a/a; 7% abaixo do BTG), e Ebitda (IFRS16) de R$ 305 milhões (+ 35% a/a, em linha com o esperado) e lucro líquido de R$ 110 milhões (aumento de 99% a/a; 7% da projeção).

As vendas líquidas de seminovos caíram 51% a/a para R$ 275 milhões, 22% abaixo do BTG, principalmente devido a estratégia de cortar vendas de carros para estender o “tempo de operação” devido à alta demanda, principalmente nos segmentos RAC e GTF.

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Os volumes da Movida caíram para 5,3 mil, 25% abaixo do BTG, enquanto o tíquete médio aumentou para R$ 52 mil/carro (+ 29% a/a, em linha com o BTG).

Igualmente importante, dizem os analistas, a margem Ebitda melhorou significativamente para 13,2% (120 bps acima do BTG) com tíquetes médios mais elevados graças a melhores mixes de frota e canais de vendas.

A Movida reduziu suas taxas de depreciação anualizadas para RAC para refletir a mudança no ambiente de preços.

A empresa teve fortes aluguéis diários (+ 15% a/a).

A margem EBITDA aumentou 480bps (para 46%) com um melhor controle de custos e despesas.

As vendas de aluguel de frotas pela internet foram muito fortes, aumentando 31% a/a. O valor foi impulsionado por sólidos 23% a/a. A margem EBITDA foi de 60% (queda de 610 bps ano/ano).

Recomendação de compra para Movida

A alavancagem da Movida aumentou ligeiramente para 3,2x dívida líquida / LTM EBITDA (de 2,7x no último trimestre), com uma posição de caixa de R$ 3,0 bilhões (vs. R$ 1,7 bilhão no último trimestre devido à emissão de títulos de US$ 500 milhões durante o trimestre).

“Vemos MOVI3 sendo negociado a um atraente 14,6x P / E21 e 8,1x EV / EBITDA21”, diz o BTG.

Conforme comprovado pela recuperação mais rápida do que o esperado, a história de crescimento de longo prazo da Movida está muito intacta, combinando com a expansão da frota e melhor execução para fechar a lacuna com seus principais pares, diz o BTG.

Os analistas esperam ainda que os investidores acompanhem a integração da Vox e CS Brasil. Além de novas fusões e aquisições em potencial e a normalização da indústria automotiva em 2021.

Assim, é mantida a recomendação de compra até o valor de R$ 25.