BTG: resultados da Localiza (RENT3) superam expectativas

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) anunciam fusão -Foto: Localiza Hertz/Divulgação

Os resultados do terceiro trimestre da Localiza (RENT3) ficaram acima das estimativas do BTG Pactual e do mercado. A recuperação da empresa foi mais forte do que o esperado, diz a análise divulgada nesta quarta-feira (28).

O lucro líquido e o Ebtida foram mais fortes do que o projetado previamente, demonstrado a capacidade rápida de recuperação da empresa pós-Covid.

 

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Ebitda e lucro acima do esperado

Segundo o BTG, as receitas líquidas da Localiza de R$ 3,07 bilhões no terceiro trimestre (+19%) foram em linha com a expectativa.

Mas o Ebitda de R$ 648 milhões (+19%) do terceiro trimestre foi 9% acima do esperado.

Já o lucro líquido foi de R$ 325 milhões. Ou seja, um salto de 59% no comparativo com o mesmo período de 2019, e 73% acima da previsão.

“Apesar de o lucro batido pela Unidas servir como uma espécie de prévia de um trimestre forte para os alugadores de automóveis, os ganhos da Rent exibidos foram especiais. Houve um recorde de resultados financeiros apenas um trimestre após o pico da crise da Covid-19 no país. Nós entendemos que parte do resultado final está relacionado à menor depreciação, causada por um forte desempenho de seminovos”, dizem os analistas Lucas Marquiori e Fernanda Recchia.

 

Alugueis de carros e frotas aumentam

Os volumes de RAC (aluguel de carros) aumentaram 4% a/a e a média tarifa da Localiza diminuiu 4% a/a, ainda impactada pelos descontos pós-Covid, com uso caindo para 76%. O BTG destaca que a margem Ebitda no RAC foi de sólidos 43%.

Já o crescimento do volume de aluguel de frotas permaneceu resiliente, crescendo 9% a/a, diz o BTG. A margem Ebitda no segmento foi surpreendentemente forte com 73% (acima dos 66% de 2019 e da expectativa de 65%).

No entanto, efeitos não recorrentes não foram registrados, exceto por R$ 4 milhões em custos não recorrentes da Unidas.

 

Alavancagem cai para 2,7x

As vendas de Seminovos da Localiza aumentaram 30% a/a, com volumes totalizando 45,5 mil carros (aumento de 24% a/a, acima da expectativa de 42,5 mil).

Segundo o BTG, a margem Ebitda do segmento de seminovos atingiu impressionantes 6,3%. Ou seja, um aumento expressivo já que no ano anterior o percentual foi de 3,6%.

“Tão forte margem explica a queda da depreciação de 52% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado na unidade RAC (aluguel de carros)”, dizem os analistas.

No segmento de frotas, a depreciação aumentou para R$ 2.312/carro/ano (no último trimestre foi de R $ 2.092).

Por outro lado, a dívida líquida sobre o Ebitda caiu de 3,6x para 2,7x no último trimestre. Isso reflete menor volume de compras de carros e caixa forte de geração no aluguel e venda de carros usados.

 

Tá, e aí?

“Em nossa opinião, o forte conjunto de resultados mostra que a demanda no RAC (aluguel de carros) está se recuperando mais rápido do que o esperado. E, mais importante, o seminovos está se beneficiando de um cenário favorável de demanda e preços”, dizem os analistas.

O BTG diz que o valuation do ativo não está uma “pechincha”. Mas o banco crê que o mercado dê sinal positivo para o desemprenho da Localiza no terceiro trimestre.

A partir da fusão com a Unidas, a previsão é que o negócio passe por um longo período de análise pelo Cade.

Por fim, a recomendação do BTG é de compra do ativo até o preço-teto de R$ 70.

Na terça-feira, o papel fechou o dia R$ 64,57. Mas abriu o dia em queda e, até às 13h desta terça-feira estava em R$ 62,83 (queda de 2,65%).

 

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