BTG: JBS (JBSS3) entrega mais um trimestre forte

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução - JBS

Em relatório, assinado pelos analistas, Thiago Duarte e henrique Brustolin, o BTG escreveu que a JBS (JBBS3) entregou mais um trimestre forte.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu R$ 8 bilhões no terceiro trimestre deste ano, uma elevação de 35% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

Todas as divisões da JBS registraram receita de dois dígitos e crescimento de Ebtida, ajudadas pela depreciação do real perante o dólar.

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A JBS reportou um lucro líquido de R $ 3,1 bilhões, bem acima da estimativa do BTG.

A taxa de alavancagem caiu mais uma vez para 2x, com geração de fluxo de caixa (FCF) de R$ 5 bilhões, um rendimento de 9% em um único trimestre.

Seara dita a batida; carne bovina e suína dos EUA se destacam

De acordo com o BTG, a Seara superou em todas as frentes. A receita cresceu à frente da indústria para R$ 7 bilhões, 30% abaixo da BRF (BRFS3) no trimestre, com Ebtida de R $ 1,1 bilhão e margem de 15,7%.

No mercado doméstico, as vendas aumentaram 11% em volumes anuais e ganhos de preços de 18%, também ajudado por uma demanda favorável do consumidor.

Nos EUA, divisão de carne bovina registrou vendas e Ebtida sólidos e principalmente em linha com o esperado pelo BTG, mas abaixo de seus pares, provavelmente arrastado para baixo por um cenário de indústria desfavorável na Austrália.

Em carne de porco, o Ebitda superou as expectativas por uma ampla margem, apesar dos preços médios da carne suína mais baixos no trimestre.

Por fim, o Ebtida da JBS Brasil caiu no terceiro trimestre devido ao aumento dos custos do gado e à queda dos spreads.

Compra

Conforme o BTG, o desempenho das ações da JBS neste ano tem sido um mistério. 

No entanto, a JBS segue negociada a abaixo da faixa de avaliação histórica.

Além disso, o fato de a JBS ser a compra mais agressiva de ações pode sinalizar uma maior disposição da companhia em distribuir seu forte fluxo de caixa e poderia ser o gatilho para investidores mais céticos.

Dessa forma, o BTG reiterou a recomendação de compra para JBS, com preço-alvo de R$ 36,00.

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