BTG (BPAC11): JBS (JSBSS3) apresenta 4TRI20 sólido

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: JBS/Divulgação

Embora em linha com as expectativas, a JBS (JSBSS3) reportou balanço do quarto trimestre de 2020 sólido, segundo análise do BTG (BPAC11).

A empresa reportou um Ebitda de R$ 7 bilhões, que cresceu 24% a/a em uma base ajustada. As vendas líquidas aumentaram a impressionantes 33% a/a para R$ 76 bilhões.

“O lucro de R$ 4 bilhões também veio mais forte em ganhos financeiros não monetários mais elevados do que o esperado devido a um real mais forte, enquanto a dívida líquida ajustada pelo IFRS16 encerrou o ano em R$ 52,3 bilhões, 1,8x LTM Ebitda, com geração de FCF de R$ 3,3 bilhões (yield de 4,6% em um único trimestre)”, destaca o BTG.

Carne bovina dos EUA tem resultado forte

Os resultados da carne bovina nos Estados Unidos foram mais uma vez fortes, com margem Ebitda de 9,2%. Embora impactado pela Austrália, o valor ainda está bem acima do histórico, diz o BTG.

A sazonalidade historicamente desfavorável pode não se materializar neste ano para a JBS.

A Seara novamente se destacou com receita crescendo 32% a/a para R$ 7,5 bilhões.

O Ebitda da carne suína nos EUA foi o principal obstáculo em relação às previsões do BTG,  enquanto a JBS Brasil também sinaliza para tempos mais difíceis à frente com base no aumento do custo do gado.

Recomendação de compra para JBS

O relatório de resultados do 4T20 marca a primeira vez em muitos anos em que a JBS tem deliberadamente focado no aumento da distribuição de caixa aos acionistas.

Embora continue a faltar uma política oficial e mais consistente, o dividendo proposto de R$ 2,5 bilhões representa um payout de 54%.

“Também observamos que a JBS comprou sozinha mais de R$ 1 bilhão em ações no 4º trimestre (R$ 1,8 bilhão em 2020 em ações da JBSS3). Com alavancagem procurando permanecer sob controle, nossa sensação é que a JBS está disposta a buscar uma distribuição mais agressiva de dinheiro (as recompras acumuladas no ano totalizaram quase 100 milhões de ações, ou 3,8% do total)”.

O BTG vê a JBS sendo negociada com desconto e ressalta que hoje ela é uma “empresa mais enxuta, mais focada, diversificada e com histórico de baixos riscos”, afirmam os analistas.

A recomendação é de compra até o preço-alvo de R$ 36.