BTG (BPAC11): após anos fracos, BRF (BRFS3) tem bom resultado no 4TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Divulgação

Após anos com resultados praticamente estagnados, a BRF (BRFS3) reportou bons resultados no quarto trimestre de 2020, segundo o BTG (BPAC11).

O bom momento foi impulsionado pelos melhores preços impulsionados pelo câmbio, inflação de alimentos e um mix mais assertivo no Brasil.

As vendas no 4TRI20 foram de R$ 11,5 bilhões, 5% acima da expectativa e 24% acima no comparativo anual.

Abra agora sua conta na EQI Investimentos e tenha acesso a opções de investimentos de acordo com seu perfil. Invista em suas Escolhas

O EBITDA ficou em R$ 1,5 bilhão, + 13% a/a, enquanto a margem EBITDA foi de 13%.

A alavancagem líquida ficou em 3,4x, abaixo da expectativa de 3,6x.

Melhores números no Brasil, mas ciclo pior no exterior

A BRF se destacou novamente no Brasil, destaca o BTG.

A participação no mercado cresceu sequencialmente na maioria das categorias. O preço médio de FPP avançou impressionantes 17% a/a e os volumes de FPP cresceram 7% a/a.

A margem bruta foi a maior desde o 1T16, enquanto o EBITDA totalizou R$ 1 bilhão (+ 34% a / a) e a margem EBITDA foi de 15,8%.

Internacionalmente, a história permanece um pouco menos otimista.

A margem EBITDA caiu em todas as regiões para 10,1%.

“Acreditamos que essa tendência possa continuar à medida que os impactos do ciclo avícola sejam negativos (suprimentos recordes e custos crescentes) e grandes nos próximos trimestres”, afirma o BTG.

Recomendação neutra para a BRF

O BTG elogia a consistência de execução da BRF, mas permanece com recomendação neutra até a empresa construir maior confiança de que poderia superar os desafios da queda de propagação de aves junto com a esperada da normalização da demanda no Brasil.

“Estimamos que os estoques de matéria-prima de R$ 2 bilhões (+ 155% a/a) no final de dezembro sejam suficientes para cobrir 3 meses de vendas com um preço médio de milho de R$ 50/saca (+ 55% a / a) com base no CEPEA, mas poderia escalar para mais de R$ 80/saca”, destaca o BTG.

Segundo os analistas, o EBITDA ainda parece um pouco otimista à luz da inflação de custos esperada, embora o capex muito maior poderá prejudicar a tão necessária desalavancagem da BRF.

O preço-alvo é de R$ 23.