BTG (BPAC11): Fleury (FLRY3) tem 4TRI20 sólido e acima das projeções

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução/Facebook

O Fleury (FLRY3) apresentou resultados do quarto trimestre de 2020 sólidos, auxiliados pela retomada da demanda regular de mais testes de Covid-19, analisou o BTG Pactual (BPAC11) nesta sexta-feira (26).

Segundo o banco, o conjunto de resultados foi recorde e um pouco acima das projeções,

refletindo a retomada dos volumes em todas as áreas, e ainda fortemente auxiliado pelo (muito lucrativo) fluxo de receita relacionado à Covid.

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Segundo o BTG, a receita líquida do Fleury ficou em R$ 928 milhões (5% acima da estimativa), um aumento de 29% a/a. O EBITDA contábil (IFRS 16) foi de R$ 298 milhões (aumento de 53% a/a; 9% acima da expectativa), implicando em um aumento da margem EBITDA de 5p.p. a/a para 32%.

O Fleury registrou ainda lucro líquido de R$ 139,5 milhões (+ 148% a/a; 14,5% acima da projeção).

SSS do Fleury cresceu de forma geral

O Fleury registrou também, segundo o BTG, fortes números de SSS (same store sales) no 4T em todas as suas marcas: + 24% a/a na marca Fleury (vs. 3T + 13%; melhor do que a estimativa + 20%); + 18,9% na marca a+ (vs. + 16,9% no 3T); excelente crescimento de 31,6% nas marcas regionais ex-Rio (vs. + 7,2% no 3T); e + 19% no Rio (vs. + 2,4% no 3T).

As receitas de B2B aumentaram 40% a/a.

“Esse desempenho foi impressionante, embora parte dessa recuperação tenha sido impulsionada pelos testes da Covid-19 (11% das receitas do 4T, ou 8% do segmento PSC e 24,5% da divisão B2B), o que provavelmente ajudou a consolidar as margens, pois esses exames são altamente escaláveis”, afirmam os analistas sobre Fleury.

Melhor geração de fluxo de caixa operacional

De acordo com o BTG, como visto nos últimos trimestres, o capex orgânico caiu (-3% a/a para R$ 75 milhões).

Já a dívida líquida aumentou para R$ 901 milhões (de R$ 826 milhões do 3T), ou 1,1x Dívida Líquida/ EBITDA dos últimos 12 meses, enquanto o fluxo de caixa operacional foi de R$ 272 milhões (+ 55% t/t; + 33% a/a).

Segundo o BTG, o 4TRI20 apresentou outra evolução impressionante das iniciativas médicas inovadoras do Fleury.

Mais especificamente, a análise clínica em casa quase dobrou a/a no 4T, atingindo 7,4% das vendas gerais (abaixo dos 8,5% do 3T, com bases de comparação difíceis), provavelmente associada a ganhos de participação de mercado e mudanças em comportamento do consumidor.

A plataforma de telemedicina já realizou + 200 mil consultas médicas até agora (quase metade apenas no 4T).

Assim, a recomendação do BTG para Fleury é neutra, apesar dos resultados do 4TRI20 apresentarem um viés positivos. O preço-alvo é de R$ 28.

“Temos um rating neutro para o Fleury devido ao cenário pouco claro em termos de demanda e retornos estruturais (à luz de várias novas iniciativas de receita). Mas outra forte exibição no 4T traz um viés positivo, já que a demanda está se recuperando rapidamente, dando suporte à sólida alavancagem operacional”, explica a análise.