BTG (BPAC11): Cyrela (CCPR3) tem boa perspectiva para shoppings e escritórios

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O BTG (BPAC11) recebeu o CEO da Cyrela (CCPR3), Thiago Muramatsu, para discutir as perspectivas para os shoppings e escritórios da empresa.

Os principais destaques foram a resiliência do portfólio de escritórios AAA da CCP, que manteve baixa vacância; as perspectivas mais positivas para os shoppings agora que a o programa de vacinação está sendo lançado; a CCP implantou a maior parte do capital levantado em 2019; e o otimismo da empresa sobre a parceria recentemente anunciada com a empresa de gestão de ativos SPX.

Negociando a 12x P/FFO para 2021, o BTG tem classificação de compra para a Cyrela.

Resiliência até agora e otimismo para o futuro

De acordo com a conversa, o espaço para escritórios tem se mostrado resiliente, mas a demanda deve permanecer fraca por enquanto.

O portfólio de escritórios AAA da Cyrela (localizado nas principais regiões de SP) provou sua resiliência durante a Covid-19. Com pouquíssimas rescisões de locações, sua taxa de vacância encerrou 2020 em 9% (em linha com a região), ao mesmo tempo em que conseguiu repassar a inflação do IGP-M para os aluguéis (já que muitos contratos estavam com preços abaixo da média do mercado).

Assim, de acordo Muramatsu, as empresas agora estão no modo “esperar para ver”, o que significa que a demanda por espaço de escritório deve permanecer fraca até o fim das medidas de distanciamento social.

Mas apesar dos ventos contrários para os shoppings a administração da Cyrela está otimista quanto à recuperação dos empreendimentos ao longo do ano.

Vacinação deve ajudar a recuperar fluxo, diz Cyrela

O CEO da Cyrela disse que as receitas do shopping foram fortemente impactadas pela Covid-19: do portfólio da Cyrela apenas o Shopping Metropolitano Barra (no Rio) está aberto.

Mas agora que a vacina está sendo lançada, a Cyrela está otimista sobre uma recuperação de fluxo de pessoas para o segundo semestre.

Segundo Muramatsu a empresa vai conceder descontos a alguns inquilinos (condicionados ao pagamento de despesas comuns) a fim de manter o bom relacionamento e manter baixas as taxas de inadimplência e vacância.

A empresa disse que já aplicou a maior parte do capital levantado em 2019 via: aquisição da JK Towers ​​por R$ 200 milhões; a compra de dois andares em do FL Financial Center por R$ 120 milhões; o pré-pagamento de R$ 100 milhões em dívidas; recompra de ações (R$ 170 milhões); e distribuição de R$ 135 milhões em dividendos.

Por fim, a CCP da Cyrela anunciou uma parceria com a empresa de gestão de ativos SPX para compartilhar sua expertise imobiliária para a gestão de Fundos Imobiliários.