BTG (BPAC11) recomenda compra de Localiza (RENT3)

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Localiza (RENT3)

A equipe do BTG (BPAC11) se reuniu com representantes da Localiza (RENT3) para uma conversa sobre a empresa. Participaram da reunião Rodrigo Tavares, CFO, e Nora Lanari, Diretora de RI da Localiza.

Em resumo, o BTG destaca que a produção de veículos mais fraca no Brasil continua a ser um problema, mas uma melhoria m/m é esperada já no segundo trimestre. Neste semestre, a Localiza priorizará a rentabilidade ao crescimento, então, naturalmente, espera-se que a frota envelheça.

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Foi citado ainda que o CADE começou a analisar o negócio RENT-LCAM um pouco tarde, então o novo prazo está próximo final do ano/início de 2022.

A Localiza continua confiante na aprovação do negócio, e a demanda desacelerou ligeiramente devido à segunda onda de Covid-19, mas a uma extensão muito menor do que a primeira onda.

“No geral, a reunião reforçou nossa visão construtiva de longo prazo sobre o nome e a indústria”, diz o BTG.

Os analistas veem atualizações sobre: a combinação de negócios com Unidas, processo de vacinação no Brasil, e normalização do abastecimento de veículos como catalisadores para o estoque do semestre.

Problemas com fornecimento de veículos

O fornecimento de veículos ainda é um problema no semestre para a Localiza. E os principais ventos favoráveis são no segmento de Seminovos.

A direção da empresa explicou que a produção de veículos no Brasil ainda está “interrompida”, com falta de componentes e o aumento dos custos das matérias-primas. No entanto, o ritmo de produção está melhorando gradualmente em 2021 (o segundo trimestre deve ser melhor do que o primeiro).

O volume de compras de veículos deve crescer no ano, com condições favoráveis. No curtíssimo prazo, dado o foco da Localiza na lucratividade sobre o crescimento, sua frota deve envelhecer naturalmente no primeiro semestre, o que não é um problema no cenário atual do mercado de carros usados, diz o BTG.

O segmento de Seminovos é resiliente, portanto, mesmo se a depreciação retornar a níveis mais elevados, a margem Ebtida sólida dos seminovos deve persistir por mais tempo, dado o ciclo de ativos mais longo nos dias de hoje.

Impactos menores com Covid-19 desta vez

A administração da Localiza continua confiante na aprovação do Cade entre LCAM-RENT.

Recomendação desfavorável contra o negócio por concorrentes também estava em linha com as expectativas iniciais da Localiza e não devem mudar o momento da análise.

Em relação aos impactos da segunda onda da Covid no Brasil, a administração viu a demanda desacelerando ligeiramente nas últimas semanas, mas muito menos do que na primeira onda (2T20).

“A Localiza também está mais bem equipada hoje para enfrentar a crise à medida que aprendeu muito no ano passado, o que inclui sustentar níveis tarifários mais altos desta vez”, diz o BTG.

A assinatura de carros continua sendo uma grande oportunidade de crescimento para a Localiza e o setor, embora a curva de adoção permaneça obscura (mudanças de comportamento do cliente são processos geralmente graduais).

Por fim, a recomendação do BTG é de compra para Localiza, com preço-teto de R$ 70.

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